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Moraes vai analisar pedido da PF para que Bolsonaro passe por novos exames

Ex-presidente passou mal durante a madrugada desta terça-feira (6), caiu e bateu a cabeça em um móvel

Da redação
DA REDAÇÃO

06/01/2026 • 14:20 • Atualizado em 06/01/2026 • 14:20

Bolsonaro em prisão domiciliar em Brasília

Bolsonaro em prisão domiciliar em Brasília

Diego Herculano/Reuters

Resumo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, recebeu pedido da Polícia Federal para autorizar exames hospitalares ao ex-presidente Jair Bolsonaro após ele sofrer uma queda e bater a cabeça na cela durante a madrugada, episódio inicialmente divulgado por Michelle Bolsonaro.

O médico Claudio Birolini confirmou traumatismo cranioencefálico leve, destacando a necessidade de observação, enquanto a decisão de encaminhar Bolsonaro ao hospital partiu da família, poucos dias após sua alta de cirurgia de hérnia inguinal e tratamento de soluços persistentes.

A defesa de Bolsonaro expressou preocupação com as condições da prisão, citando ruídos e falta de tranquilidade, enquanto pedidos para prisão domiciliar foram negados pelo ministro Moraes; o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses desde novembro de 2025, após condenação por tentativa de golpe de Estado e possui histórico de múltiplas internações médicas.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai analisar um pedido da Polícia Federal (PF) para que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja autorizado a passar por exames em um hospital de Brasília.

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Na madrugada desta terça-feira (6), ele teve um mal-estar, sofreu uma queda na cela da Superintendência da Polícia Federal e bateu a cabeça. A informação foi divulgada inicialmente pela esposa dele, Michelle Bolsonaro, nas redes sociais.

A ex-primeira-dama afirmou que Bolsonaro precisa passar por novos exames no hospital. Segundo o relato de Michelle Bolsonaro, foi durante uma visita que ela descobriu o incidente.

"Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel. Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita", escreveu Michelle.

Queda e traumatismo leve

O médico que chefia a equipe que acompanha o ex-presidente, Claudio Birolini, confirmou a queda e afirmou que o acidente resultou em um "traumatismo cranioencefálico leve".

Ele explicou que, embora o quadro não seja considerado grave e não houvesse, inicialmente, indicação de transferência hospitalar, a queda é um "fato relevante" que exige observação.

Apesar da avaliação inicial da equipe médica da PF ter constatado apenas ferimentos leves, a decisão de levar Bolsonaro para o hospital partiu da família para uma avaliação mais detalhada.

O episódio acontece apenas seis dias após o ex-presidente ter recebido alta, em 1º de janeiro, depois de passar nove dias internado para uma cirurgia de uma hérnia inguinal e tratar um quadro de soluços persistentes.

Próximos passos e contexto da prisão

A defesa do ex-presidente tem demonstrado preocupação com as condições de saúde dele na prisão. Recentemente, os advogados se queixaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o ruído contínuo do ar-condicionado na cela, alegando que o local não oferece "condições mínimas de tranquilidade e repouso".

Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da PF desde novembro de 2025, após ser condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados a uma tentativa de golpe de Estado.

Pedidos da defesa para que ele cumpra a pena em prisão domiciliar humanitária têm sido negados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Desde que foi alvo de um ataque a faca em 2018, o ex-presidente já passou por diversas cirurgias e internações.