
Bolsonaro no ato do RJ
Fernando Frazão/Agência Brasil
A denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República aponta que o ex-presidente Jair Bolsonaro já tinha um discurso pronto para usar quando o Golpe de Estado fosse concretizado. O documento foi encontrado na sede do Partido Liberal. O mesmo documento foi encontrado também no celular do ex-ajudante de ordens da Presidência da República, o tenente-coronel Mauro Cid.
O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, usou a posse do documento como uma das justificativas para a denúncia. “O discurso encontrado na sala de Jair Messias Bolsonaro reforça o domínio que este possuía sobre as ações da organização criminosa, especialmente sobre qual seria o desfecho dos planos traçados – a sua permanência autoritária no poder, mediante o uso da força”, afirma Gonet.
O discurso de Bolsonaro justificaria o decreto de Estado de Sítio e da Garantia da Lei e da Ordem, que seriam editados pelo então presidente. No documento de quatro páginas, Bolsonaro argumenta que tribunais superiores teriam violado o “Princípio da Moralidade Institucional, defende que Moraes não presidisse o TSE e critica decisões do Tribunal. “Todas estas supostas normas e decisões são ilegítimas, ainda que sejam aparentemente legais e/ou supostamente constitucionais”, aponta o discurso.
A defesa de Bolsonaro, em nota, disse estar estarrecida e indignada com a denúncia apresentada na última terça-feira (18), e afirma que o ex-presidente “jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado Democrático de Direito ou atacasse as instituições que o pavimentam”.
Os advogados de Bolsonaro ainda expressaram que “a defesa confia na Corte, que o STF irá colocar essa malfadada investigação nos trilhos”.
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