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Brasil cria 85,1 mil vagas de emprego em outubro, pior resultado para o mês desde 2020

Número representa uma forte desaceleração na criação de postos de trabalho em comparação com o mês anterior e com o mesmo período de 2024, aponta o Ministério do Trabalho e Emprego

Da redação
DA REDAÇÃO

27/11/2025 • 19:44 • Atualizado em 27/11/2025 • 19:44

Carteira de Trabalho Digital

Carteira de Trabalho Digital

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Resumo

O mês de outubro de 2025 registrou a criação de 85.147 empregos formais no Brasil, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho, resultado abaixo das expectativas do mercado e o pior para o mês desde 2020, com saldo 35,3% menor em relação a outubro de 2024.

O setor de Serviços liderou a geração de vagas com 82.436 novos postos, seguido pelo Comércio com 25.592, enquanto Indústria, Agropecuária e Construção apresentaram saldos negativos, fechando 10.092, 9.917 e 2.875 postos, respectivamente.

A região Nordeste concentrou quase 40% das vagas criadas, com destaque para São Paulo, Distrito Federal e Pernambuco em números absolutos, enquanto o salário médio real de admissão subiu 0,8% e o ministro do Trabalho atribuiu a desaceleração ao patamar elevado da taxa Selic, que está em 15%, aguardando novas decisões do Copom.

O Brasil registrou a criação de 85.147 postos de trabalho com carteira assinada em outubro de 2025, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

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De acordo com o sistema, houve 2,27 milhões de admissões e 2,18 milhões de desligamentos. Os números ficaram abaixo da expectativa do mercado, que projetava cerca de 120 mil novas vagas, e representam o pior desempenho para um mês de outubro desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2020.

  • O saldo de outubro é 35,3% menor que o registrado no mesmo mês de 2024, quando foram criados 131,6 mil postos de trabalho formais.

A desaceleração também é nítida na comparação com setembro de 2025, que teve um saldo positivo de 213 mil vagas. Com o resultado, o estoque total de vínculos com carteira assinada no país chegou a 48,9 milhões de empregos.

Serviços e Comércio puxam o resultado

Apenas dois dos cinco grandes grupos de atividades econômicas tiveram saldo positivo em outubro, com destaque para o setor de Serviços, com 82.436 novas vagas. Na sequência, o setor de Comércio também contribuiu positivamente, com a abertura de 25.592 postos.

Por outro lado, três setores registraram queda na geração de empregos. A Indústria fechou 10.092 postos, a Agropecuária perdeu 9.917 vagas e a Construção encerrou o mês com um saldo negativo de 2.875 empregos.

Cenário nos estados e próximos passos

Apesar da desaceleração geral, 21 das 27 unidades da federação registraram saldo positivo na criação de empregos.

Os principais destaques em números absolutos foram os estados de São Paulo (+18.456), o Distrito Federal (+15.467) e Pernambuco (+10.596). A região Nordeste foi a que mais criou vagas, respondendo por quase 40% do total do país. O salário médio real de admissão apresentou uma leve alta de 0,8% em relação a setembro, chegando a R$ 2.304,31.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu a queda no ritmo de contratações à política de juros altos do Banco Central, afirmando que a medida "tem inibido o ritmo de investimento".

A expectativa do governo e do mercado se volta para as próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, que atualmente está em 15%.

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