Band News FM
BandNews FM

Brasil fecha 2025 com inflação de 4,26% e cumpre meta do Banco Central

Resultado, divulgado pelo IBGE, é o menor desde 2018

Da redação
DA REDAÇÃO

09/01/2026 • 17:27 • Atualizado em 09/01/2026 • 17:27

Inflação

Inflação

Marcello Casal JrAgência Brasil

Resumo

A divulgação do resultado do IPCA pelo IBGE mostrou que o Brasil encerrou 2025 com inflação oficial de 4,26%, abaixo das expectativas do mercado e dentro do teto da meta estipulada pelo Banco Central.

O impacto dos grupos Habitação, Educação, Despesas Pessoais e Saúde foi responsável por aproximadamente 64% da inflação anual, com destaque para o aumento de 12,31% na energia elétrica; desaceleração nos preços de Alimentação e Bebidas ajudou a conter o índice, beneficiada por safra agrícola favorável e valorização do real.

A expectativa do mercado financeiro se volta para decisões do Copom sobre a taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, com possibilidade de cortes nos juros após resultado positivo da inflação; projeção para 2026 indica inflação de 4,06% segundo o Boletim Focus.

O Brasil encerrou o ano de 2025 com uma inflação oficial de 4,26%, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Compartilhar

O centro da meta para 2025 era de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, o teto era de 4,5%. O número ficou abaixo das expectativas do mercado financeiro, que projetava uma alta de 4,31% para o ano, segundo o Boletim Focus.

Em dezembro, a inflação acelerou para 0,33%, na comparação novembro, quando o índice foi de 0,18% . Mesmo assim, o acumulado de 4,26% em 2025 representa a menor taxa anual desde 2018, quando a inflação foi de 3,75%.

O principal vilão da inflação no ano passado foi o grupo Habitação, com alta de 6,79%, o maior impacto individual no índice. Dentro deste grupo, a energia elétrica foi o maior fator, com aumento de 12,31%. Outros grupos que registraram altas expressivas foram Educação (6,22%), Despesas Pessoais (5,87%) e Saúde e Cuidados Pessoais (5,59%). Juntos, esses quatro grupos foram responsáveis por aproximadamente 64% do resultado da inflação de 2025.

Por outro lado, o grupo Alimentação e Bebidas, que tem o maior peso no orçamento das famílias, ajudou a segurar o índice. A inflação dos alimentos desacelerou de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025, beneficiada por uma boa safra agrícola e pela valorização do real frente ao dólar. O feijão-fradinho, por exemplo, ficou 14% mais barato.

O resultado de 2025 marca uma virada importante, já que em 2024 a inflação foi de 4,83% e estourou o teto da meta. O ano passado também foi o primeiro sob o novo sistema de meta contínua, no qual a inflação é observada ao longo de 12 meses, e não apenas no fechamento de dezembro. Apesar de fechar o ano dentro da meta, o IPCA permaneceu acima do teto em dez dos doze meses de 2025.

Com a inflação oficialmente dentro da meta, a expectativa do mercado se volta para as próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa básica de juros, a Selic, que está em 15% ao ano.

Economistas avaliam que o resultado da inflação abre espaço para o possível início de um ciclo de cortes dos juros, embora uma manutenção da taxa na reunião de janeiro seja o cenário mais provável. Para 2026, a projeção do mercado para a inflação está em 4,06%, de acordo com o Boletim Focus.

Tópicos relacionados