Pelo 18º ano consecutivo, o Brasil segue como o país que mais mata pessoas trans e travestis no mundo. Um levantamento divulgado divulgado nesta segunda (26) pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) revelou que, no ano passado, foram registrados 80 assassinatos. Essas pessoas morreram apenas por serem quem são. Apesar de uma queda de 34% no número de mortes, a violência contra esse grupo não diminuiu, já que as tentativas de homicídio, por exemplo, aumentaram.
Violência persistente
A aparente melhora nos dados, com a redução no número de assassinatos, não significa que a população trans esteja mais segura. A própria associação alerta que a violência se manifesta de outras formas, como no aumento das tentativas de homicídio, que cresceram no período analisado. As maiores vítimas continuam sendo as mulheres trans e travestis.
A subnotificação dos casos
A Antra explica que existe um problema de subnotificação e falta de preparo de agentes públicos para lidar com os crimes. A instituição aponta que, muitas vezes, a motivação transfóbica é ignorada e o caso é registrado como "latrocínio", "briga de rua", "homicídio suspeito" ou "lesão corporal", o que dificulta a criação de um panorama fiel à realidade da violência.
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