O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (13) uma tarifa de 25% sobre produtos de nações que mantêm relações comerciais com o Irã. A medida, comunicada por meio das redes sociais do republicano com "efeito imediato", acontece em um momento de intensos protestos contra a teocracia iraniana e pode impactar diretamente o Brasil, que registrou quase três bilhões de dólares em exportações para o país persa no último ano.
Até o momento, Trump não forneceu detalhes sobre como as tarifas serão aplicadas ou se haverá exceções para alguns países. O governo brasileiro, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, ainda não se manifestou oficialmente sobre a nova política imposta pela Casa Branca.
Próximos Passos e Reunião na Casa Branca
A expectativa é que o presidente norte-americano se reúna com aliados na Casa Branca ainda hoje para discutir o assunto. O encontro pode trazer mais esclarecimentos sobre o alcance e a aplicação das novas barreiras comerciais, em um cenário de isolamento do Irã, que enfrenta uma onda de protestos com mais de 600 mortes e bloqueios de internet ordenados pelo governo.
Histórico de Relações Comerciais e Tarifas
Essa não é a primeira vez que o governo de Donald Trump utiliza a imposição de tarifas como instrumento de política externa. A prática é uma marca registrada do republicano, que já travou diversas disputas comerciais com outros países, incluindo o Brasil.
As relações entre Brasil e Estados Unidos passaram por várias fases, com flutuações nas taxações. No fim de 2025, após negociações entre Lula e Trump, diversas sobretaxas a produtos brasileiros foram retiradas, como a que incidia sobre o café, de 40%. Para saber mais sobre as relações econômicas internacionais, acompanhe a cobertura da rádio BandNews FM.
Apesar dos avanços, o Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio aponta que, em janeiro de 2026, quase um quarto das exportações brasileiras para os EUA ainda estão sujeitas a tarifas, que variam entre 10% e 50%.
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