
Israel barra mísseis do Irã
Leo-Correa-AP
O brasileiro César de Novaes, que vive na cidade de Ashdod, no sul de Israel, relatou à BandNews FM, em entrevista ao programa Entre Nós, os momentos de tensão vividos pela população durante os recentes ataques do Irã ao território israelense. Em resposta à ofensiva militar de Israel contra alvos ligados ao Hamas e à Guarda Revolucionária em Gaza e na Síria, o Irã lançou mísseis e drones que foram em grande parte interceptados pelo sistema de defesa aérea israelense.
De sua residência, a cerca de 40 km da Faixa de Gaza, César descreveu como é viver sob constante ameaça. "Da minha janela, consigo ver claramente as interceptações acima da atmosfera. É impressionante observar a capacidade das nossas forças de defesa para proteger os céus de Israel e todos os civis da melhor forma possível — mas o medo é constante. Ninguém consegue dormir", afirmou.
Ele também comentou sobre a inevitável queda de estilhaços — uma consequência que, segundo ele, não pode ser totalmente controlada, mas para a qual a população está preparada, embora ansiosa.
O atual cenário de conflito remonta ao dia 7 de outubro, quando, segundo Novaes, "Israel abriu as portas do inferno", em resposta a ataques coordenados por terroristas contra civis israelenses, incluindo mulheres, crianças e idosos."Tudo o que Israel está fazendo hoje é nada mais do que resolver de vez essa situação, para trazer luz ao mundo", defendeu.
O brasileiro detalhou ainda como o governo israelense informa os civis sobre os ataques e as medidas adotadas. "Quando recebemos uma mensagem de alerta — que chega a todos os celulares — já somos instruídos a seguir para as áreas de segurança. Todos se dirigem aos bunkers. Minutos depois, ouvimos a sirene, que é muito alta", relatou Novaes.
Ele lembrou ainda que há reféns israelenses mantidos pelo Hamas na Faixa de Gaza, e que a ação militar visa não apenas a retaliação, mas também a libertação dessas vítimas e a neutralização de futuras ameaças.
Apesar do clima de tensão e medo, a solidariedade e a resiliência se fazem visíveis entre os israelenses. César Novaes, que vive no país com a esposa, o filho e outros parentes entre Jerusalém e Tel Aviv, destacou a força da união familiar e coletiva diante da crise. "Estamos todos sincronizados nessa reunião, para que a gente passe por isso da melhor forma possível”, concluiu.
* O texto acima usou Inteligência Artificial para transcrição, mas foi editado por um(a) jornalista
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