
Câmara dos Deputados
Vinicius Loures/ Câmara dos Deputados
Resumo
Aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto que aumenta a licença-paternidade de cinco para 20 dias no Brasil, com implementação escalonada entre 2027 e 2029.
Alteração no Programa Empresa Cidadã, permitindo que empresas participantes estendam a licença-paternidade para até 35 dias.
Encaminhamento do projeto para o Senado Federal, onde será analisado e, se aprovado sem modificações, seguirá para sanção presidencial.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (4) o projeto de lei que amplia gradualmente a licença-paternidade no Brasil de cinco para 20 dias. A proposta, que recebeu amplo apoio dos parlamentares, estabelece que o aumento será feito de forma escalonada ao longo de três anos. O texto segue agora para o Senado Federal.
Atualmente, os trabalhadores com carteira assinada têm direito a cinco dias de licença remunerada após o nascimento de um filho, conforme estabelece a Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT. Com a nova regra, o prazo passará a ser de 10 dias no primeiro ano de vigência da lei (2027), 15 no segundo (2028) e 20 dias a partir do terceiro ano (2029).
Os deputados mudaram a proposta inicial, que previa licença-paternidade de 30 dias. O impacto financeiro estimado pelo relator, deputado Pedro Campos (PSB-PE), é de R$ 5 bilhões ao ano.
O relator afirmou que a licença fortalece as famílias em um momento “tão importante e desafiador, quanto o nascimento de um filho”.
"Entre os primeiros gestos de um Estado verdadeiramente humano está o de permitir que pais e mães possam acompanhar, de forma plena, o nascimento e os primeiros dias de seus filhos", declarou.
Mudanças no Empresa Cidadã
O projeto aprovado também atualiza o Programa Empresa Cidadã, que hoje já permite a ampliação voluntária da licença-paternidade de cinco para 20 dias. O texto prevê que as empresas que fazem parte da iniciativa devem adicionar 15 dias a esse total, o que elevará a licença para 35 dias.
Caso seja aprovada sem alterações no Senado, a proposta seguirá para a sanção presidencial.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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