O projeto de decreto legislativo que visa suspender o decreto do Governo Federal que elevou o IOF segue diretamente para o plenário da Câmara dos Deputados
Os parlamentares aprovaram a urgência ao tema na noite desta segunda-feira (16), dia em que geralmente o Plenário não se reúne. A situação é considerada uma derrota para a gestão de Lula.A oposição tem feito muita pressão.
Após a aprovação da urgência, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) cutucou o governo em uma postagem nas redes sociais:
"346 votos - um recado claro da sociedade; a Câmara foi apenas o veículo que ecoou essa demanda: o país não aguenta mais aumento de imposto".
Hugo Motta já foi avisado pelo Planalto de que se a arrecadação não subir, haverá cortes no Orçamento, que vão afetar as emendas parlamentares. O Executivo tem investido tempo e dinheiro na medida provisória que tem a promessa de liberar pelo menos R$ 500 milhões em emendas nos próximos 15 dias.
O texto acaba com o incentivo do governo para investimentos de renda fixa, como DDBs e Tesouro Direto, com uma alíquota padrão de 17,5% de Imposto de Renda.
Também passam a ser cobrados 5% de I-R de títulos como LCA e LCI, usados pelo agronegócio e pelo setor imobiliário e aumenta para 18% a taxação sobre o lucro das bets.
O discurso do governo agora é de usar as próximas semanas para evitar que o teor dos textos enviados não sejam modificados. O governo conta com a interlocução com as lideranças e a proximidade com o período de recesso parlamentar para tentar evitar que as medidas sejam de fato derrubadas.
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