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Câmara avança com acordo Mercosul-UE e pautas de interesse do governo

Relator apresenta parecer favorável a pacto com europeus, enquanto PEC do fim da escala 6x1 é enviada à CCJ

Da redação
DA REDAÇÃO

10/02/2026 • 10:12 • Atualizado em 10/02/2026 • 10:12

Câmara avança em projetos de interesse do governo em ano eleitoral

Câmara avança em projetos de interesse do governo em ano eleitoral

Reprodução: Adriano Machado/Reuters

Resumo

Congresso Nacional registra intensa movimentação na semana pré-Carnaval, com destaque para o avanço de pautas econômicas e trabalhistas, incluindo a votação iminente do acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia, cujo parecer favorável foi apresentado pelo deputado Arlindo Chinaglia e que será analisado pelo Parlasul, com prioridade sinalizada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.

Câmara dos Deputados discute proposta de emenda à Constituição para extinguir a escala de trabalho 6x1, substituindo por cinco dias de trabalho e dois de descanso, iniciativa apoiada por forte mobilização popular e defendida por Hugo Motta, que promete ouvir todos os setores antes da votação em plenário.

Governo federal libera R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares até a primeira semana de fevereiro, valor recorde para o período, como estratégia para fortalecer relações com o Legislativo e garantir aprovação de pautas prioritárias antes das eleições.

A semana que antecede o Carnaval está sendo de intensa articulação no Congresso Nacional, com destaque para o avanço de pautas econômicas e trabalhistas na Câmara dos Deputados. A expectativa é que a votação do projeto que ratifica o acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia seja concluída na semana após o feriado.

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O relator da matéria, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), apresentou na segunda-feira (9) seu parecer favorável ao pacto.

O texto deve ser analisado nesta terça-feira (10) pela representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul).

Negociado por mais de 25 anos, o tratado precisa ser confirmado pelos parlamentos de todos os países envolvidos e não pode sofrer alterações, cabendo aos congressistas apenas aprová-lo ou rejeitá-lo.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou que dará prioridade à aprovação.

Análise do fim da escala 6x1

Paralelamente, uma importante pauta trabalhista também avançou na Câmara. Hugo Motta anunciou o envio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala de trabalho de seis dias por um de descanso (6x1) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A proposta prevê um modelo de cinco dias de trabalho por dois de folga.

Segundo Motta, antes de o tema ser levado ao plenário, todos os setores da sociedade serão ouvidos com "equilíbrio e responsabilidade". O presidente da Câmara também declarou que "o mundo avançou, principalmente na área tecnológica, e o Brasil não pode ficar para trás".

Parlamentares acreditam que, diante do forte apelo social, a proposta dificilmente será rejeitada em ano eleitoral. O texto é resultado de uma mobilização que reuniu 1,5 milhão de assinaturas.

Liberação recorde de emendas

Em um movimento para garantir apoio em votações de seu interesse, o Palácio do Planalto acelerou a liberação de verbas para deputados e senadores. Até a primeira semana de fevereiro, o governo federal pagou R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares, um valor recorde para o período desde o início da série histórica, em 2016.

O montante é mais que o dobro do que foi liberado no mesmo período do ano passado e reflete a promessa do governo de cumprir os acordos firmados com o Congresso Nacional.

A liberação recorde de recursos é vista como uma estratégia para melhorar a relação com o Legislativo e garantir a aprovação de pautas prioritárias antes das eleições.