
Jeffrey Epstein
Reprodução/New York State Division of Criminal Justice Services/Handout via REUTERS
Resumo
Aprovação da Câmara dos Estados Unidos autoriza a abertura total dos arquivos de Jeffrey Epstein, após vazamento de e-mails que apontam envolvimento do empresário com o presidente Donald Trump em esquema de exploração sexual.
Prisão de Epstein ocorreu em 2019 por abuso de 250 meninas e tráfico sexual, com morte registrada após um mês detido; documentos divulgados indicam que Trump sabia dos crimes e teria passado horas com uma das vítimas.
Resolução foi aprovada por ampla maioria, com apenas um voto contra e cinco abstenções; decisão segue para o Senado e, se aprovada, depende de sanção presidencial de Trump, que mudou de opinião diversas vezes sobre o caso.
A Câmara dos Estados Unidos aprovou, nesta terça-feira (18), a abertura total dos arquivos de Jeffrey Epstein. O caso ganhou repercussão após o vazamento de uma série de e-mails que alegavam o envolvimento do empresário com o presidente dos EUA, Donald Trump, em um esquema de exploração sexual.
O bilionário foi preso em 2019, acusado de ter abusado de 250 meninas menores de idade e de operar uma rede de tráfico sexual. Ele foi encontrado morto depois de um mês detido.
A resolução que obriga a tornar os documentos públicos foi aprovada na Câmara pelo placar de 427 votos a favor e 1 contra do republicano Clay Higgins, eleito no estado de Louisiana, além de 5 abstenções.
Trump mudou de opinião algumas vezes sobre o caso, desde que os documentos envolvendo o nome dele vieram a público. Durante a campanha eleitoral, ele defendia que os registros deveriam ser compartilhados com a população, alegando que poderiam incriminar nomes da oposição. No entanto, após assumir a presidência em 2024, o americano criticou colegas de partido que pediam a abertura.
"Alguns republicanos fracos caíram em suas garras porque são ingênuos e tolos. Epstein era democrata e é problema dos democratas, não dos republicanos”, disse.
Recentemente, o republicano mudou mais uma vez de opinião, dizendo que ninguém ligava para Epstein enquanto ele estava vivo.
"Ninguém se importava com Jeffrey Epstein quando ele estava vivo e, se os Democratas tivessem qualquer coisa, teriam divulgado antes da nossa vitória eleitoral por lavada", disse ele em uma publicação nas redes sociais.
Os arquivos parciais divulgados pelo Congresso apontam que o presidente dos EUA sabia dos abusos sexuais que o empresário cometia. Em um dos itens, Epstein chega a dizer que Trump chegou a passar horas com uma das vítimas.
O texto segue agora para o Senado, e se aprovado, vai para sanção presidencial de Trump.
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