
Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, e o papa Francisco
Divulgação/Arquidiocese de SP
Os sete cardeais brasileiros que vão integrar o Conclave de escolha do novo papa viajam nesta terça-feira (22) para Roma. A comitiva brasileira deve chegar à Itália até esta quarta-feira (23) para também participar das cerimônias do funeral do papa Francisco.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) confirmou o embarque dos cardeais que irão à Roma, que são: dom Odilo Scherer, da Arquidiocese de São Paulo; dom Orani João Tempesta, da Arquidiocese do Rio de Janeiro; dom Paulo Cezar Costa, da Arquidiocese de Brasília; dom Leonardo Steiner, da Arquidiocese de Manaus; dom Sérgio da Rocha, da Arquidiocese de Salvador; dom Jaime Spengler, da Arquidiocese de Porto Alegre e presidente da CNBB; dom João Braz de Aviz, Emérito de Brasília (DF).
Os cardeais são os principais conselheiros do Papa e são escolhidos por ele para ajudar a governar a igreja. No atual grupo, 108 dos 135 cardeais, que poderão votar, foram indicados pelo papa Francisco.
A eleição do Papa é realizada segundo a Constituição Apostólica de 1996, promulgada pelo Papa Beato João Paulo II, que rege o funcionamento do Conclave, que precisa começar até 20 dias depois do velório do papa. E trata-se de uma espécie de um retiro sagrado, no qual os cardeais eleitores se reúnem para discutir e votar o nome do próximo ‘Santo Padre’. Podem votar e ser votados todos os cardeais com menos de 80 anos de idade.
Duas eleições por dia, uma de manhã e outra à tarde, serão realizadas até que seja obtido 2/3 dos votos, considerando todos os cardeais presentes. A eleição é secreta e cada cardeal coloca em uma cédula o nome em quem deseja votar.
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