Carlos Andreazza: Antes do defeso eleitoral, Lula faz inaugurações curiosas
Após corrida por entregas, governo busca se adaptar às restrições do TSE para as eleições de 2026

A partir desta semana, o governo federal inicia uma fase de reestruturação das atividades para se adaptar às regras do defeso eleitoral, que entraram em vigor no último sábado (4). Sem poder realizar inaugurações ou pronunciamentos oficiais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros planejam focar em visitas técnicas e agendas internas.
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O colunista político e âncora do Tem Método, Carlos Andreazza, apontou a pressa do governo Lula em entregar canteiros de obras de pontes e transposições hídricas sem água, antes das restrições, como uma tentativa de demonstrar dinamismo político.
A nova rotina do Executivo exige a remoção de slogans e marcas de governo dos portais eletrônicos e perfis oficiais, que passarão a exibir apenas informações de utilidade pública.
Além disso, ficam suspensas as transferências voluntárias de recursos federais para estados e municípios. O descumprimento de qualquer norma do período de três meses antes do pleito pode resultar em punições que variam de multas à cassação do registro das candidaturas.
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Em conformidade com a cartilha da Advocacia-Geral da União (AGU), as viagens oficiais de inspeção continuam permitidas, mas sem palanques ou discursos de promoção.
Servidores públicos também enfrentam limitações rígidas sobre manifestações em canais oficiais, visando garantir a igualdade de oportunidades entre os candidatos na disputa eleitoral que se avizinha.
O colunista finalizou que, embora defensores usem o argumento de que administrações anteriores adotaram práticas semelhantes, a postura deve ser criticada de forma coerente em qualquer gestão.
