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Carlos Andreazza: por que o pai de Vorcaro está preso e o publicitário não?

Segundo colunista, defesas dos investigados devem iniciar ofensiva jurídica nos próximos dias na tentativa de anular as provas coletadas pela Polícia Federal sobre a atuação de redes de intimidação digital

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10/07/2026 12:08 • Atualizado há 106 dias

Carlos Andreazza: por que o pai de Vorcaro está preso e o publicitário não?

Os próximos desdobramentos da Operação Compliance Zero deverão se concentrar na resistência jurídica contra tentativas de anulação de provas no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.

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A expectativa é que as defesas dos investigados iniciem uma ofensiva jurídica nos próximos dias, sob a alegação de supostos excessos processuais, para tentar invalidar a investigação que apura uma organização criminosa voltada a intimidar jornalistas e monitorar autoridades.

O colunista político a âncora do Tem Método, Carlos Andreazza, avalia que cada vez em que há um avanço das investigações, há uma exposição de alguma estrutura criminosa sofisticada sob o comando do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As apurações recentes revelaram frentes de atuação que vão desde a espionagem física até a manipulação digital coordenada contra o Banco Central.

A atuação da "milícia influencer" e o monitoramento de opositores

Carlos Andreazza destacou que o grupo contava com uma divisão que ele denominou de milícia influencer. Essa ala da organização, capitaneada pelo publicitário Thiago Miranda, recrutava influenciadores digitais e jornalistas, mediante contratos confidenciais e pagamentos elevados, para realizar campanhas de desinformação nas redes sociais.

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O objetivo central era atacar a credibilidade e a atuação de servidores do Banco Central.

Além das investidas virtuais, a organização criminosa mantinha um monitoramento ilegal sobre profissionais de imprensa que cobriam o caso e autoridades públicas. Segundo as investigações da Polícia Federal, esse núcleo realizava pesquisas de dados privados e de familiares para coagir e intimidar aqueles que resistiam aos interesses do esquema.

Diferença técnica de prisões e o princípio da contemporaneidade

Outro ponto crucial destacado pelo jornalista é sobre a aplicação rigorosa das regras do Estado de Direito na condução das medidas cautelares pela Justiça. Ele explicou a diferença jurídica entre as prisões preventivas de parentes de Daniel Vorcaro e a busca e apreensão realizada contra Thiago Miranda.

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No caso das prisões, a investigação apontou que, mesmo com a liderança do grupo presa, os familiares continuavam operando ativamente para ocultar patrimônio e intimidar testemunhas.

No caso do publicitário Thiago Miranda, a medida limitou-se à busca e apreensão devido à ausência de elementos que comprovassem a continuidade das práticas criminosas no momento atual, por isso ele não foi detido.

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