Resumo
Operação da Polícia Federal expõe esquema de fraudes no Banco Master, envolvendo fundos de pensão estaduais, atingindo o centro dos governos e impactando o cenário eleitoral.
Injeção de bilhões de reais por fundos como Rioprevidência e Amprev gerou liquidez artificial no banco, provocando silêncio generalizado entre políticos e mostrando a dimensão nacional do caso.
Ausência de capitalização política indica envolvimento de diferentes espectros partidários, inclusive autoridades de alto escalão, tornando o escândalo sensível e evitado por todos em ano eleitoral.
O âncora do Tem Método e colunista de política da BandNews FM, Carlos Andreazza, avalia que a nova fase da operação da Polícia Federal que investiga as fraudes no Banco Master, deflagrada nesta quarta-feira (11) no Rio de Janeiro, expõe a natureza "imparável" e "incontrolável" de um escândalo que atinge "o coração" de governos estaduais e "embaralha o cenário eleitoral".
A análise é de que o caso, que levou à injeção de bilhões de reais de fundos de pensão no banco para gerar liquidez artificial, se espalhou de tal forma que provocou um silêncio generalizado entre os políticos.
A teia dos fundos de pensão
A operação Barco de Papel mira a Rioprevidência, fundo dos servidores do Rio de Janeiro, que teria injetado cerca de R$ 970 milhões no Banco Master, em uma operação que Andreazza considera injustificável sob a ótica do mercado.
O esquema se repete em outros estados, como no Amapá, com o fundo da Amapá Previdência (Amprev). As ações policiais ganharam ainda mais força após o próprio presidente Lula citar nominalmente os casos do Rio de Janeiro e do Amapá, indicando que o governo federal iria contribuir para que a investigação fosse a fundo na questão.
O silêncio eleitoral e o escândalo 'de cima'
Para Carlos Andreazza, o que mais chama a atenção no escândalo é a ausência de capitalização política. Em pleno ano eleitoral, ele avalia, nenhuma corrente, nem de direita nem de esquerda, está usando o caso para atacar adversários.
O motivo, segundo o âncora, é que "o Master está em todo lugar", indicando que políticos de todos os espectros estão envolvidos.
Segundo Andreazza, o silêncio, inclusive de opositores ao goevrno Lula, como o senador Flávio Bolsonaro, que em outras situações explorariam um episódio de corrupção, reforça a tese de que esse é um escândalo que ninguém ousa tocar porque vem de “de cima", ou seja, teria envolvimento de autoridades da República.
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