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Caso Master: Toffoli prorroga investigação por 60 dias

Em despacho desta sexta-feira (16), ministro atendeu a um pedido da Polícia Federal para dar mais tempo à conclusão do inquérito que apura fraudes no banco.

Por Redação
REDAÇÃO

16/01/2026 • 17:05 • Atualizado em 16/01/2026 • 17:05

Toffoli prorrogou investigações do Caso Master por 60 dias

Toffoli prorrogou investigações do Caso Master por 60 dias

ASCOM/STF

Resumo

Prorrogação do inquérito sobre o Caso Master foi determinada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, atendendo pedido da autoridade policial para mais 60 dias de investigação sobre supostas fraudes bilionárias no Banco Master, com notificação à Procuradoria-Geral da República.

Cenário de tensão entre relator do caso e investigadores surgiu após decisões do ministro Toffoli que alteraram o andamento do inquérito, incluindo o envio direto de provas à PGR e redução do prazo para depoimentos, provocando críticas de peritos e intensificando discussões internas no STF sobre um código de conduta para ministros.

Ampliação do prazo permite à Polícia Federal continuar diligências por mais dois meses, enquanto a análise principal das provas fica sob responsabilidade da Procuradoria-Geral da República e a investigação sobre crimes como gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro permanece sob sigilo no Supremo Tribunal Federal.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por 60 dias o prazo para a conclusão do inquérito sobre o Caso Master. A decisão, assinada nesta sexta-feira (16), atende a um pedido da autoridade policial, que solicitou mais tempo para finalizar as investigações sobre as supostas fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. A Procuradoria-Geral da República foi notificada da decisão.

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Investigação Conturbada

A prorrogação ocorre em meio a um cenário de tensão entre o relator do caso e os investigadores. Nas últimas semanas, Toffoli tomou uma série de decisões que alteraram o andamento do inquérito, como a determinação de que as provas apreendidas na Operação Compliance Zero fossem enviadas diretamente à PGR, e não à Polícia Federal.

Além disso, o ministro reduziu de cinco para dois dias o tempo para que a PF ouça os depoimentos dos investigados, gerando críticas de associações de peritos, que temem prejuízos à análise técnica do material. O desgaste institucional acelerou, inclusive, o debate interno no STF para a criação de um código de conduta para os ministros.

Próximos Passos

Com a decisão, a Polícia Federal ganha mais dois meses para concluir suas diligências, embora a análise principal das provas permaneça sob responsabilidade da Procuradoria-Geral da República. A investigação, que apura crimes como gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro, continua sob sigilo no Supremo Tribunal Federal.

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