
Banco Master
Reprodução/Band
Resumo
O depoimento do controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, à Polícia Federal, apontou supostas "forças internas" dentro do Banco Central atuando para retirar a instituição do mercado, com a diretoria de fiscalização, liderada por Ailton de Aquino, defendendo uma solução negociada e admitindo problemas de liquidez no banco.
A defesa de Daniel Vorcaro alegou que a venda do Banco Master para outra instituição era tecnicamente viável, acompanhada pelo Banco Central, e ressaltou que o plano de negócios do banco dependia totalmente do Fundo Garantidor de Créditos.
A resposta do Banco Central destacou a identificação de inconsistências e ilícitos criminais nas operações do Banco Master, negou qualquer recomendação de aquisição de carteiras fraudulentas e afirmou a lisura do diretor Ailton de Aquino, que disponibilizou seus sigilos à Polícia Federal.
O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou em depoimento à Polícia Federal que "forças internas" dentro do Banco Central atuaram para retirar a instituição financeira do mercado. A declaração, feita em dezembro do ano passado e revelada na sexta-feira (23), diz que a diretoria de fiscalização do BC apoiava uma "solução de mercado", mas foi derrotada.
Em resposta, o Banco Central divulgou uma nota defendendo a lisura de suas ações e a conduta do diretor de fiscalização, Ailton de Aquino, que também já prestou depoimento no caso.
O depoimento de Vorcaro
No interrogatório conduzido pela Polícia Federal, Daniel Vorcaro sustentou que a diretoria de fiscalização, comandada por Ailton de Aquino, tinha interesse em uma solução negociada para evitar um colapso. O empresário admitiu que o plano de negócios do Master era "100% baseado no FGC" (Fundo Garantidor de Créditos) e que a instituição enfrentava problemas de liquidez.
A defesa de Vorcaro alega que a venda do banco para outra instituição era tecnicamente viável e foi acompanhada pelo próprio BC.
A resposta do Banco Central
Após a divulgação do teor do depoimento, o Banco Central se manifestou publicamente. Em nota oficial, a autarquia afirmou que foi justamente a área de supervisão, sob o comando de Ailton de Aquino, a responsável por identificar "inconsistências" e "ilícitos criminais" nas operações do Master.
O BC destacou que, "obviamente, jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas". O diretor Ailton de Aquino, por sua vez, colocou seus sigilos à disposição da PF para comprovar que não cometeu irregularidades.
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