
Casos de intoxicação por metanol sobem para 18 em SP
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Resumo
Intoxicações por metanol em São Paulo aumentam para 18 casos confirmados, com três mortes registradas e 158 casos ainda sob investigação. Uma das vítimas, Bruna Araújo, faleceu após consumir vodka adulterada.
Bruna Araújo, de São Bernardo do Campo, é a vítima mais recente, falecendo após sete dias de internação. Outras vítimas incluem Ricardo Lopes Mira e Marcos Antônio Jorge Júnior, ambos de São Paulo, com um deles falecendo após frequentar um bar na Mooca, cujo proprietário comprou bebidas sem nota fiscal.
A crise de bebidas contaminadas mobiliza autoridades e saúde pública, com casos sendo centralizados em hospitais especializados para tratamento e investigações continuadas sobre a origem do metanol nas bebidas.
O número de casos confirmados de intoxicação por metanol no estado de São Paulo subiu para 18, segundo a Secretaria Estadual da Saúde. Outras 158 notificações seguem sob investigação, enquanto 85 já foram descartadas. Até o momento, o estado registra três mortes confirmadas em decorrência da contaminação.
A vítima mais recente é Bruna Araújo, de 30 anos, moradora de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Ela morreu após ingerir vodka adulterada em um bar da cidade no fim de setembro. Bruna passou mal no dia seguinte, foi internada por sete dias no Hospital de Clínicas de São Bernardo e morreu no último domingo (6). O corpo foi velado em Santo André.
As outras vítimas são Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, e Marcos Antônio Jorge Júnior, de 46, ambos da capital paulista. O segundo morreu após frequentar o Torres Bar, no bairro da Mooca. O estabelecimento permanece interditado. O proprietário, José Rodrigues Ribeiro, admitiu ter comprado bebidas de um fornecedor sem nota fiscal. “O valor era o mesmo do mercado. Ele mostrava só o boleto de compra da distribuidora, e eu achava que não tinha problema nenhum”, disse o comerciante em entrevista.
Em São Bernardo do Campo, cidade que concentra o maior número de casos, as internações foram centralizadas no Hospital de Urgência e Emergência. O secretário municipal de Saúde, Jean Gorenstein, afirmou que a rede está preparada para identificar rapidamente sintomas compatíveis com intoxicação e reforçar a orientação a comerciantes e consumidores.
A prefeitura de Porto Alegre (RS) confirmou, nesta quarta-feira (8), um novo caso. De acordo com a administração, o paciente é morador da capital gaúcha, mas a contaminação ocorreu em São Paulo, após o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. O homem relatou ter tomado duas caipirinhas de vodka em um bar da capital paulista no fim de setembro e horas depois, começou a apresentar sintomas de intoxicação pela substância tóxica. Exames laboratoriais confirmaram a presença de metanol no sangue.
A crise das bebidas contaminadas segue mobilizando autoridades sanitárias, a polícia e o governo estadual, enquanto novas amostras continuam sendo analisadas para identificar a origem da adulteração com metanol.Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

