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Cessar-fogo não prova derrota do Irã, diz Reinaldo Azevedo

Para o jornalista, acordo anunciado por Trump pode esconder fracasso dos EUA em destruir programa nuclear iraniano

Da redação*
DA REDAÇÃO*

23/06/2025 • 20:19 • Atualizado em 23/06/2025 • 20:19

Reinaldo Azevedo

O cessar-fogo entre Israel e Irã, anunciado por Donald Trump nesta segunda-feira (23), não representa uma vitória militar nem garante a destruição do programa nuclear iraniano, avalia Reinaldo Azevedo no O É da Coisa. Apesar da informação, o regime de Teerã afirma que ficou sabendo do acordo por meio de uma publicação do republicano nas redes sociais.

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“Trump corre para dizer que o programa foi destruído, mas não há evidência disso. Não se sabe nem onde está o urânio. Parece que o Irã também chegou à conclusão de que é melhor contabilizar as perdas, mas o que se diz não se sustenta em fatos”, afirmou o jornalista. Para ele, o discurso do presidente americano esconde a ausência de garantias sobre o desmonte das capacidades nucleares de Teerã.

Reinaldo criticou a lógica perversa que rege a diplomacia nuclear: “O Irã está sendo atacado porque não tem a bomba. Se tivesse, ninguém mexeria. Isso não estimula o desarmamento, estimula a proliferação.” O âncora lembrou que Israel, potência nuclear não signatária do Tratado de Não-Proliferação, conta com apoio internacional para atacar o Irã, que oficialmente não possui armamento atômico. “Está se dizendo ao mundo: tenha bomba e fique em paz. Não tenha, e tome na cabeça.”

Para ele, o cessar-fogo pode esconder uma escalada ainda maior no futuro. “Não há como saber se essa trégua é duradoura. A repressão no Irã pode piorar. E, num mundo sem líderes capazes de conversar, qualquer erro pode nos lançar num abismo.”

Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.

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