Band News FM
BandNews FM

China acusa EUA de hipocrisia após Trump retomar tarifas de 100% sobre produtos chineses

Pequim ameaça retaliar decisão de Washington que encerrou o acordo bilateral e reacende a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo

Por Redação
REDAÇÃO

12/10/2025 • 17:25 • Atualizado em 12/10/2025 • 17:25

China x Estados Unidos

China x Estados Unidos

REUTERS/Dado Ruvic/Illustration//File Photo

Resumo

Acusação: A China acusou os Estados Unidos de intensificar a guerra comercial ao restabelecer tarifas de 100% sobre produtos chineses, chamando as medidas de "hipócritas e discriminatórias".

Medidas: O governo dos EUA, comandado por Donald Trump, justificou as tarifas como proteção à indústria nacional e resposta a práticas comerciais desleais de Pequim, afetando produtos de tecnologia e outros setores estratégicos.

Repercussões: A retomada das tarifas pode prejudicar cadeias de produção globais e o crescimento econômico mundial, com possíveis retaliações chinesas ainda não especificadas e impactos estimados de redução de até 0,3% no PIB global pelo FMI.

A China acusou neste domingo (12) os Estados Unidos de intensificarem a guerra comercial entre os dois países, após o governo de Donald Trump decidir restabelecer tarifas de 100% sobre produtos chineses. Em comunicado oficial, o Ministério do Comércio da China classificou as novas medidas como “hipócritas e discriminatórias”.

Compartilhar

A decisão de Washington foi anunciada na sexta-feira (10), encerrando o período de trégua que vinha sendo mantido entre as duas potências econômicas desde o início do ano. O governo americano argumenta que a sobretaxa tem como objetivo proteger a indústria nacional e corrigir práticas comerciais desleais atribuídas a Pequim.

“As recentes ações dos Estados Unidos violam os princípios básicos do comércio internacional e demonstram hipocrisia, já que o próprio governo americano defende livre mercado apenas quando lhe convém”, declarou o porta-voz do Ministério do Comércio chinês.

Escalada de tensões

A medida de Trump atinge principalmente produtos de tecnologia, aço, veículos elétricos e semicondutores, setores considerados estratégicos para ambos os países. Analistas avaliam que a decisão marca uma nova fase da disputa comercial, que havia sido temporariamente contida após negociações mediadas por aliados europeus no primeiro semestre.

Em resposta, o governo chinês ameaçou retaliar as sanções, mas ainda não divulgou detalhes das medidas que pretende adotar. Fontes do jornal estatal Global Times afirmam que tarifas sobre bens agrícolas e aeronaves americanas estão sendo consideradas.

Impacto global

Economistas alertam que a retomada da guerra comercial entre EUA e China pode impactar cadeias globais de produção, aumentar a inflação e reduzir o crescimento econômico mundial. O Fundo Monetário Internacional (FMI) já havia alertado que um agravamento da disputa entre as duas potências pode reduzir o PIB global em até 0,3% nos próximos 12 meses.

O governo chinês afirmou que continuará defendendo o multilateralismo e o livre comércio, mas que não aceitará “chantagens econômicas” de Washington.

A Casa Branca não comentou as declarações de Pequim, mas fontes próximas ao presidente Trump indicaram que novas medidas de proteção comercial podem ser anunciadas nas próximas semanas.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

Tópicos relacionados