
China e Coreia do Norte condenam ação dos EUA e pedem libertação de Maduro
Alexander Kryazhev/Host agency RIA Novosti/Handout
A China e a Coreia do Norte se manifestaram oficialmente contra a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Em comunicados divulgados neste fim de semana, os dois países criticaram duramente a postura de Washington, cobraram respeito à soberania venezuelana e apontaram violação de normas do direito internacional. As declarações ocorrem em meio à escalada da crise diplomática provocada pela ofensiva americana e ampliam a pressão internacional sobre o governo dos Estados Unidos.
O Ministério das Relações Exteriores da China exigiu que os Estados Unidos libertem imediatamente Nicolás Maduro e Cilia Flores. Em nota oficial, o governo de Xi Jinping afirmou que a situação deve ser resolvida através do diálogo e da negociação, defendendo uma saída diplomática para o impasse. Segundo o comunicado, a deportação do casal para território americano violou o direito internacional e normas básicas que regem as relações entre Estados soberanos.
Pequim também cobrou garantias explícitas quanto à segurança pessoal de Maduro e de sua esposa. De acordo com o ministério, os Estados Unidos têm responsabilidade direta pela integridade física do casal enquanto estiver sob custódia americana. A chancelaria chinesa reiterou a posição histórica do país de oposição a intervenções externas e destacou que medidas unilaterais intensificam a instabilidade política e humanitária na região.
Pequim defende negociação e critica violação de normas internacionais
No comunicado, o governo chinês voltou a sustentar que disputas internacionais devem ser tratadas por meios pacíficos, sem uso da força. A nota afirma que ações militares e detenções forçadas de líderes estrangeiros enfraquecem o sistema internacional baseado em regras e criam precedentes considerados perigosos. A China também reforçou que acompanha a situação na Venezuela e defendeu que a comunidade internacional atue para evitar uma escalada do conflito.
A posição chinesa se soma a manifestações anteriores em defesa do princípio da não intervenção em assuntos internos de outros países. Ao longo dos últimos anos, Pequim tem mantido relações diplomáticas e comerciais com a Venezuela e frequentemente se posicionado contra sanções e ações militares impostas por Washington a governos aliados.
Coreia do Norte acusa EUA de violação grave de soberania
Já o regime da Coreia do Norte adotou um tom ainda mais duro ao comentar os ataques dos Estados Unidos à Venezuela. Em declaração divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, Pyongyang classificou a ofensiva americana como a “forma mais grave de violação de soberania”. O governo norte-coreano afirmou estar atento à gravidade da situação no país sul-americano, que, segundo o comunicado, foi provocada por um “ato de arbitragem” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A nota do governo não menciona diretamente a captura de Nicolás Maduro, mas condena a ação militar como um todo e indica que intervenções desse tipo representam ameaça à estabilidade internacional. Na visão norte-coreana, a atuação americana reforça práticas que desrespeitam a autodeterminação dos povos e ampliam tensões globais.
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