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Companhias aéreas pedem ampliação de horário em Congonhas

ABEAR aguarda resposta da Anac sobre proposta que prevê operação do aeroporto após às 23h em situações emergenciais

LUANA PEREIRA

21/05/2026 • 10:09 • Atualizado em 21/05/2026 • 10:46

A  proposta das companhias prevê uma hora adicional de operação em situações excepcionais

A proposta das companhias prevê uma hora adicional de operação em situações excepcionais

Rovena Rosa/Agência Brasil

A Associação Brasileira de Empresas Aéreas aguarda um retorno da Anac sobre o pedido de operação após às onze da noite no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.

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A solicitação foi enviada no começo do mês e recebida com críticas de um grupo de pelo menos 20 associações de moradores afetados pelas possíveis mudanças.

Atualmente, o aeroporto funciona entre seis da manhã e 23h.A proposta das companhias prevê uma hora adicional de operação em situações excepcionais, quando o impacto superar 600 passageiros.

“É bem complicado. Tem dias que a gente parece que tá num bombardeio aéreo. Às vezes a gente tem avião a cada minuto passando por aqui. Causa um extremo desconforto, causa doença”, desabafa a membro da diretoria da Associação Amigos Novo Mundo Associados, Tamara Capato.

O aeroporto de Congonhas registra fluxo diário de 75 mil passageiros, segundo a Aena, administradora do terminal.A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o ruído aeronáutico o terceiro tipo de poluição ambiental que mais prejudica a saúde humana. Em São Paulo, áreas residenciais próximas ao Aeroporto de Congonhas registram picos de ruído que chegam a 79 dB durante as decolagens e pousos. A OMS aponta ainda 65 decibéis como o nível máximo tolerável para evitar prejuízos à saúde. A estimativa é que mais de dois milhões de pessoas serão afetadas caso a medida seja aceita.

“Todos estão reclamando e passam a reclamar de um bairro, que era um bairro super tranquilo e virou um inferno, graças ao aeroporto de Congonhas", afirma o presidente da Associação dos Moradores Amigos Jardim Lusitânia, Nelson Curry.

Em nota, a Associação Brasileira de Empresas Aéreas afirma que a mudança de horário seria restrita às situações de emergência ou de força maior e cita como exemplo condições meteorológicas adversas com efeitos em toda a malha aérea do país.

O objetivo, de acordo com a ABEAR, é diminuir os impactos aos passageiros em casos como esses.

A Prefeitura de São Paulo afirma que ainda não foi notificada sobre a proposta.

A BandNews FM procurou a Anac e a Aena e ainda aguarda a resposta.

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