
Dina Boluarte, presidente do Peru, foi destituída do cargo
REUTERS / SEBASTIAN CASTANEDA
Resumo
Destituição da presidente: O Congresso do Peru destituiu a presidente Dina Boluarte, encerrando seu mandato iniciado em 2022 devido a acusações de corrupção e instabilidade política.
Proibição de saída do país: Após a destituição, o Ministério Público do Peru solicitou a proibição de Dina Boluarte deixar o país, em meio a investigações por lavagem de dinheiro e corrupção.
Cenário político: A crise política no Peru se aprofunda com a saída de Boluarte, marcando a continuidade de uma instabilidade que resultou em seis presidentes desde 2018 e frequentes conflitos institucionais.
O Congresso do Peru destituiu, na madrugada desta sexta-feira (10), a presidente Dina Boluarte, após meses de instabilidade política e denúncias de corrupção. A decisão, aprovada por maioria dos parlamentares, encerra o mandato da primeira mulher a comandar o país, que havia assumido o cargo em 2022.
Poucas horas após a destituição, o Ministério Público do Peru pediu que Boluarte seja proibida de deixar o país, enquanto correm as investigações sobre supostos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção. O pedido busca evitar uma possível fuga da ex-presidente, que já vinha sendo alvo de críticas e manifestações populares desde o início de seu governo.
Crise política no Peru se aprofunda
A queda de Dina Boluarte marca mais um capítulo da crise institucional que o Peru enfrenta há anos. Desde 2018, o país teve seis presidentes e uma série de confrontos entre o Executivo e o Legislativo. Boluarte havia chegado ao poder após a destituição de Pedro Castillo, de quem era vice, também sob acusações de corrupção e tentativa de golpe.
Durante seu governo, Boluarte enfrentou forte rejeição popular e diversos protestos em Lima e nas principais cidades do interior. As manifestações, muitas vezes violentas, deixaram dezenas de mortos e feridos. Parte da população a acusava de ter legitimado a repressão policial e de manter práticas de corrupção semelhantes às de seus antecessores.
Investigações e próximos passos
De acordo com o Ministério Público, as investigações contra a ex-presidente envolvem suspeitas de enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro relacionadas ao uso de joias e relógios de luxo não declarados. O caso, apelidado pela imprensa local de “Rolexgate”, já havia abalado a imagem de Boluarte e aumentado a pressão por sua saída.
Com a destituição, o país deve passar por um processo de transição política. O Congresso peruano deve convocar eleições antecipadas ou indicar um sucessor provisório até que haja novo pleito. O cenário, no entanto, é de grande incerteza e risco de novos protestos.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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