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Correios aprovam plano de corte de gastos e estudam empréstimo de R$ 20 bi

Plano inclui demissão em massa, venda de ativos da estatal e modernização de logística

Da redação
DA REDAÇÃO

21/11/2025 • 18:53 • Atualizado em 21/11/2025 • 18:53

Correios

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Lincoln Ferreira/Sejusc

Resumo

Aprovação de novo plano de corte de gastos pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos inclui análise de empréstimo de R$ 20 bilhões para superar déficit financeiro, diante da queda de receitas e aumento das despesas operacionais.

Implementação de medidas como programa de demissão voluntária com meta de até 10 mil desligamentos, revisão de contratos, venda de imóveis ociosos, fechamento de agências deficitárias e modernização logística e tecnológica busca reequilibrar o caixa em 2026 e retomar o lucro em 2027.

Enfrentamento de prejuízo bilionário entre R$ 4 e 4,5 bilhões em 2025, agravado por acordos retroativos de reajustes salariais, precatórios e competição crescente no setor de logística, reforça a necessidade de crédito para garantir liquidez e evitar estrangulamento financeiro.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos aprovou um novo plano de corte de gastos e analisa a possível contratação de um empréstimo de cerca de R$ 20 bilhões para sanar o profundo rombo em suas contas, em meio à queda de receitas e aumento das despesas operacionais.

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O plano inclui programas de demissão voluntária, renegociação de contratos e venda de ativos, com o objetivo de equilibrar o caixa já em 2026 e voltar ao lucro a partir de 2027. A captação dos recursos está aprovada em princípio, mas ainda depende de negociação com instituições financeiras e aval do conselho de administração da estatal, que deve analisar a proposta até a próxima segunda-feira (24).

Plano de corte de gastos e reestruturação

Entre os principais pontos definidos pela diretoria dos Correios estão:

  • Programa de Demissão Voluntária (PDV) com meta de até 10 mil desligamentos.
  • Revisão de contratos com fornecedores, venda de imóveis ociosos (com previsão de receitas de cerca de R$ 1,5 bilhão) e fechamento de agências deficitárias.
  • Modernização logística e tecnológica, redistribuição da malha de entrega, automação e adoção de novas plataformas de e-commerce.

A empresa afirma que não pretende comprometer a universalidade dos serviços postais, mas que está em “modo de recuperação”, diante dos desafios financeiros acumulados.

Empréstimo de R$ 20 bilhões ainda em negociação

Conforme divulgado, os Correios negociam com bancos estatais e privados a contratação de um crédito da ordem de R$ 20 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional, para fortalecer a liquidez da empresa até 2026.

O empréstimo ainda não foi contratado formalmente — o anúncio de que o plano incluía essa captação foi aprovado, mas os termos, avales e cronograma continuam em definição.

Segundo a estatal, esse crédito é considerado essencial para evitar “estrangulamento financeiro” e dar à empresa “fôlego” enquanto as medidas de redução de custo passam a valer.

Contexto e desafios da empresa

Os Correios enfrentam problemas financeiros desde 2022, devido a acordos retroativos firmados com funcionários de reajustes de salários de 2021. Além disso, acordos precatórios, promessas de pagamentos por parte da estatal em derrotas judicais, também agravaram a situação.

No primeiro semestre de 2025, os Correios registraram um prejuízo líquido bilionário — entre R$ 4 e 4,5 bilhões — diante da combinação de queda de receitas e aumento de despesas fixas.

A estatal enfrenta competição crescente no setor de logística, mudança no comportamento de envio de encomendas e elevada estrutura de custos.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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