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CPI do Crime Organizado ouve nesta terça (25) chefes da inteligência da PF e do MP de São Paulo

Em depoimentos, diretor da Polícia Federal Leandro Almada e promotor Lincoln Gakiya, especialista em PCC, detalham o avanço e a estrutura das facções no país

Por Redação
REDAÇÃO

24/11/2025 • 17:12 • Atualizado em 24/11/2025 • 17:12

Lincoln Gakiya

Lincoln Gakiya

Lula Marques/Agência Brasil

Resumo

Audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado reúne, em Brasília, o diretor de Inteligência da Polícia Federal, Leandro Almada da Costa, e o promotor Lincoln Gakiya para aprofundar o conhecimento sobre estrutura, funcionamento e financiamento de facções como o PCC, visando subsidiar melhorias na legislação de segurança pública.

Depoimentos solicitados pelo relator senador Alessandro Vieira focam na complexidade e alcance transnacional do crime organizado, com Gakiya detalhando o crescimento do PCC, seu modus operandi, lavagem de dinheiro e infiltração econômica, enquanto Almada aborda cooperação entre forças de segurança, inteligência policial e falhas de integração institucional.

Instalação da CPI presidida por Fabiano Contarato tem prazo de 120 dias, com objetivo de investigar atuação de facções e milícias para propor soluções legislativas, sendo os depoimentos considerados centrais para eixos como lavagem de dinheiro e controle de fronteiras, em meio a intensificação do debate sobre segurança pública após operações policiais de grande impacto.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado ouve, nesta terça-feira (25), duas figuras centrais no combate às facções no Brasil: o diretor de Inteligência da Polícia Federal, Leandro Almada da Costa, e o promotor de Justiça de São Paulo Lincoln Gakiya. A audiência, realizada em Brasília, terá como objetivo aprofundar o conhecimento dos parlamentares sobre a estrutura, o funcionamento e as fontes de financiamento de grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC), buscando subsídios para o aprimoramento da legislação de segurança pública.

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Os depoimentos foram requisitados pelo relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que destacou a complexidade e a natureza transnacional do crime organizado.

Tanto Almada quanto Gakiya são considerados autoridades em suas áreas, trazendo para a CPI informações estratégicas sobre o combate a essas organizações.

Raio-x das facções

O promotor Lincoln Gakiya, que investiga o PCC desde o início dos anos 2000, deve apresentar um panorama sobre a evolução da facção, que nasceu dentro do sistema prisional paulista e hoje tem atuação internacional. Espera-se que seu testemunho detalhe o modus operandi do grupo, incluindo a lavagem de dinheiro e a infiltração em setores da economia legal.

A experiência de Gakiya é vista como fundamental para que a CPI possa construir um diagnóstico preciso sobre a ameaça que o grupo representa.

Por sua vez, o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, deve focar na cooperação entre as diferentes forças de segurança e no trabalho de inteligência para desarticular as redes criminosas. Os senadores demonstraram interesse em entender as falhas de integração entre o sistema prisional e os órgãos policiais, bem como a expansão financeira e territorial das facções.

Objetivos da CPI

Instalada em 4 de novembro, a CPI do Crime Organizado é presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) e tem um prazo de 120 dias para concluir seus trabalhos. O objetivo principal é investigar a atuação de facções e milícias para propor soluções eficazes, especialmente no campo legislativo.

Os depoimentos desta terça-feira são consideradas cruciais para o plano de trabalho, que se divide em eixos como lavagem de dinheiro e controle de fronteiras. A comissão foi criada em um contexto de acirramento do debate sobre segurança pública, impulsionado por operações policiais de grande repercussão, como a ocorrida no Rio de Janeiro, que resultou em 122 mortes.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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