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CPMI do INSS ouve ex-coordenador e empresário suspeitos de desvios de aposentadorias

Jucimar Fonseca da Silva e Thiago Schettini prestam depoimento às 14h30 desta segunda (17) no Congresso

Por Redação
REDAÇÃO

16/11/2025 • 19:40 • Atualizado em 16/11/2025 • 19:40

CPMI do INSS

CPMI do INSS

Geraldo Magela/Agência Senado

Resumo

Audiência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS foi marcada para ouvir Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador de Pagamentos e Benefícios do instituto, e Thiago Schettini, empresário investigado como operador externo em esquema de desvio de aposentadorias.

Investigação da CPMI apura atuação de servidores e intermediários na liberação de benefícios irregulares por meio de fraude documental, manipulação de dados e facilitação de acessos indevidos, com suspeita de existência de núcleo responsável por acelerar processos fraudulentos.

Expectativa dos parlamentares envolve esclarecimento de vínculos entre servidores públicos e grupos privados, identificação de possíveis ramificações externas do esquema e análise de novas convocações baseadas em informações obtidas nos depoimentos desta sessão.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS vai ouvir, às 14h30 desta segunda-feira (17), duas pessoas investigadas por participação em um esquema de desvio de aposentadorias da Previdência Social. Os depoimentos do ex-coordenador de Pagamentos e Benefícios do instituto, Jucimar Fonseca da Silva, e do empresário Thiago Schettini fazem parte da etapa de aprofundamento das investigações conduzidas pelo Congresso.

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Jucimar Fonseca da Silva ocupou posição estratégica na área responsável pela supervisão de pagamentos, etapa considerada sensível dentro da estrutura do INSS. A comissão apura se servidores e intermediários atuaram para liberar benefícios irregulares mediante fraude documental, inclusão de dados falsos ou facilitação de acessos indevidos aos sistemas. Já o empresário Thiago Schettini teria atuado como operador externo, segundo relatos colhidos em diligências anteriores.

Os parlamentares esperam esclarecer o vínculo entre servidores públicos e grupos privados que teriam lucrado com concessões indevidas. Documentos recebidos pela CPMI apontam para a existência de um possível núcleo de atuação responsável por manipular processos e acelerar liberações fraudulentas. A investigação ocorre em paralelo às ações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

Avanço da investigação

A CPMI do INSS foi instalada para apurar irregularidades na concessão de aposentadorias e benefícios, fenômeno que pode gerar prejuízos bilionários aos cofres públicos. Nas últimas semanas, a comissão concentrou esforços em mapear fluxos internos do instituto, movimentações financeiras de investigados e empresas suspeitas de atuar como intermediárias.

A convocação de Jucimar Fonseca da Silva e de Thiago Schettini foi aprovada após análise de relatórios técnicos entregues por órgãos de controle. A expectativa dos parlamentares é que os depoimentos esclareçam etapas do suposto esquema, especialmente no que diz respeito ao uso de credenciais internas para validar informações falsas.

Integrantes da CPMI afirmam que servidores com determinados níveis de acesso podem liberar pagamentos ou alterar dados sensíveis no sistema de forma indevida. As investigações buscam identificar se houve autorização consciente para essas ações ou se as credenciais foram utilizadas de maneira irregular por terceiros.

Impactos e próximos passos

A comissão deve concentrar parte da sessão desta segunda em perguntas sobre eventual participação de outros servidores e sobre a existência de ramificações externas do esquema. A CPMI também avalia convocar novos nomes a partir das informações que surgirem nos depoimentos desta tarde.

A sessão está marcada para ocorrer no Senado Federal, com transmissão ao vivo pelos canais oficiais do Congresso Nacional. A previsão é de que os depoimentos de Jucimar Fonseca da Silva e Thiago Schettini ocupem toda a tarde e possam ser retomados em sessões futuras caso surjam novos elementos.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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