A Defesa Civil de São Paulo manterá o gabinete de crise até esta terça-feira (28) para garantir agilidade nas respostas diante das emergências causadas pelas fortes chuvas. Na última sexta-feira (24), a estação Jardim São Paulo foi inundada pelas águas e passageiros ficaram ilhados em meio à forte correnteza que descia em direção à plataforma.
Em entrevista à BandNews FM nesta segunda, o coronel Henguel Ricardo Pereira, coordenador estadual da Defesa Civil de São Paulo, falou sobre as fortes chuvas e classificou a situação como uma "nova realidade".
"Estamos vendo o que não víamos antigamente. Eu tenho essa memória histórica sobre o que passamos no estado de São Paulo. Eventos com ventania que a gente nunca tinha visto. Precipitação [de chuvas] muito forte nas regiões a gente nunca tinha visto, a cidade cresceu e se impermeabilizou. A gente tem que encarar uma nova realidade", disse Pereira.
Desde sexta, quando a Defesa Civil enviou pela primeira vez o "alerta severo" para chuvas, três pessoas morreram: uma criança de 7 anos que morreu após cair no córrego de um parque municipal de Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo, durante as chuvas deste domingo (26); um motociclista que foi arrastado pela enxurrada em Guarulhos, e um artista plástico, que morreu dentro de casa, nas proximidades do Beco do Batman, ponto turístico que ficou totalmente alagado durante as chuvas da última sexta.
Sobre o novo alerta da Defesa Civil, Pereira afirma que a celeridade nesses casos é fundamental. "Trabalhamos com esse novo sistema de alerta. Na sexta, antes da chuva, havia céu limpo e claro. As formações começaram por volta das 15 horas, e a gente emitiu esse alerta severo a todas as pessoas. Essa chuva nós costumamos chamar de 'chuva horária'."
Na chuva, local seguro é local alto
A Defesa Civil orienta que as pessoas busquem locais seguros em casos de fortes chuvas. Segundo Pereira, é importante entender "o novo contexto" causado pelas mudanças climáticas e buscar lugares altos e longe de córregos ou rios que costumam inundar.
A Defesa Civil também não recomenda que as pessoas caminhem por locais inundados e não tentem atravessar trechos de enchente com carro.
"A gente precisa avisar a população para dar tempo de eles saírem. As pessoas precisam entender esse novo contexto e nossos alertas são orientações. Local seguro, no meu entendimento, é um local alto. A duração dessas precipitações é curta, mas água na altura do joelho já pode arrastar uma pessoa."
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