
Bolsonaro está detido na Papudinha, em Brasília
Adriano Machado/Reuters
Resumo
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro questionou a demora da Polícia Federal na entrega do laudo médico solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, essencial para a análise do pedido de prisão domiciliar pelo Supremo Tribunal Federal. O documento, que deveria ter sido entregue em até dez dias a partir de 15 de janeiro, baseia-se em perícia realizada em 20 de janeiro e aponta agravamento no estado de saúde do ex-presidente. Os advogados pedem que a PF seja intimada urgentemente para anexar o laudo ao processo, argumentando que a demora prejudica a celeridade da decisão judicial e pode afetar a saúde do investigado.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) questionou a demora da Polícia Federal (PF) na entrega do laudo médico que subsidiará a análise do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido de prisão domiciliar do político. Os advogados alegam que o documento, solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, deveria ter sido entregue em um prazo de dez dias a partir de 15 de janeiro. A perícia, realizada em 20 de janeiro, aponta piora no estado de saúde de Bolsonaro, que apresentou crises de vômitos e soluços. Os advogados buscam a intimação urgente da PF para que o laudo seja anexado ao processo.
Atraso na entrega e impacto no processo
O laudo médico pericial é considerado um elemento crucial para que o STF possa avaliar a solicitação de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. A expectativa da defesa era que o documento fosse protocolado até o final de janeiro, conforme o prazo estabelecido de dez dias, iniciado em 15 de janeiro. A perícia em questão foi conduzida pela Polícia Federal cinco dias após o início desse prazo, em 20 de janeiro.
A não entrega do laudo dentro do período estipulado tem gerado preocupação entre os advogados do ex-presidente. Eles argumentam que a demora pode prejudicar a celeridade da decisão judicial, que envolve um aspecto sensível como a saúde do investigado. A família de Bolsonaro e sua equipe jurídica aguardam ansiosamente a conclusão do processo para a devida apreciação pelo ministro relator.
Saúde de Bolsonaro e a urgência da defesa
Segundo informações contidas na perícia realizada em 20 de janeiro, o ex-presidente Jair Bolsonaro teria apresentado uma piora em seu quadro de saúde nos dias que antecederam a avaliação. O documento menciona que ele manifestou sintomas como episódios de vômitos e uma crise de soluços, indicativos de um mal-estar físico. Tais informações reforçam a argumentação da defesa sobre a necessidade da prisão domiciliar.
Diante desse cenário, os advogados de Bolsonaro formalizaram um pedido para que a Polícia Federal seja intimada com urgência. O objetivo é que o laudo médico pericial seja imediatamente anexado ao processo, permitindo que o ministro Alexandre de Moraes e o STF tenham acesso às informações mais recentes sobre a condição clínica do ex-presidente. A defesa espera que a medida acelere a análise do pleito.
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