A delegação enviada pelos Estados Unidos se reúne nesta terça-feira (2) com o presidente Vladimir Putin para discutir uma nova versão do plano de paz para a Ucrânia. Segundo o correspondente da BandNews FM Felipe Kieling, o documento — agora reduzido de 28 para 19 pontos — foi ajustado durante conversas entre americanos e ucranianos, mas enfrenta forte resistência da Rússia, que continua exigindo o reconhecimento internacional das regiões anexadas desde 2014.
Plano revisado após pressões da Ucrânia
Kieling lembra que a primeira versão do plano, vazada na semana passada, era amplamente favorável à Rússia. Diante da reação negativa de Kiev e de países europeus, uma delegação ucraniana viajou à Flórida para apresentar contrapontos e tentar incluir garantias de segurança.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o encontro foi “positivo”, mas que ainda há pontos delicados em aberto — especialmente os relacionados à integridade territorial da Ucrânia.
Moscou exige reconhecimento de áreas anexadas
O principal ponto de atrito é a exigência do Kremlin: Putin quer que a comunidade internacional reconheça como território russo as regiões de Donetsk e Luhansk, além de discutir o status de Zaporizhia, Kherson e a já anexada Crimeia.
Para líderes europeus, isso criaria um precedente perigoso ao premiar uma invasão militar com ganhos territoriais. O presidente francês Emmanuel Macron afirmou que “apenas a Ucrânia pode decidir sobre seus territórios”.
Na prática, explica Kieling, sem concessões nesse ponto o acordo “não avança”.
Avanço russo aumenta pressão sobre Zelensky
Putin anunciou nesta semana a conquista de Pokrovsk, cidade ucraniana estratégica para abastecimento de tropas na linha de frente. A captura ocorreu após quase um ano de combates.
Segundo o correspondente, essa vitória reforça a percepção do Kremlin de que pode obter suas demandas “pelas armas ou pela mesa de negociação”.
Delegações americanas tentam destravar impasse
Donald Trump, que tenta liderar as negociações, determinou o envio de emissários tanto para Moscou quanto para Kiev. Ele afirmou que só conversará com Putin e Zelensky “quando for para assinar o acordo”.
Kieling destaca que Trump prioriza resultados políticos rápidos, mesmo que isso implique aceitar termos pouco vantajosos para a Ucrânia ou que preocupem países europeus.
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