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Delegada recém-empossada em SP é presa por suspeita de ligação com o PCC

Funcionária pública, que tomou posse em dezembro, é investigada pelo Ministério Público por manter um relacionamento com um membro da facção e atuar para o grupo criminoso

Da redação
DA REDAÇÃO

16/01/2026 • 14:09 • Atualizado em 16/01/2026 • 14:09

Delegada é presa em São Paulo

Delegada é presa em São Paulo

Reprodução

Resumo

A prisão de delegada recém-empossada em São Paulo ocorreu após suspeita de envolvimento com o PCC, incluindo relacionamento amoroso e auxílio na transferência irregular de integrante da facção identificado como um dos líderes na região Norte do País.

Operação Serpens, realizada pelo Ministério Público de São Paulo e Corregedoria da Polícia Civil, cumpriu sete mandados de busca e apreensão. Resultou também na prisão temporária de Layla Lima Ayub e na expedição de mandado contra Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como "Dedel".

Investigações apontam vínculo pessoal e profissional da delegada com o crime organizado, atuação irregular como advogada após posse e suspeita de favorecimento à facção, sendo aprofundadas com análise de material apreendido para determinar a extensão do envolvimento.

Uma delegada da Polícia Civil recém-empossada no estado de São Paulo foi presa, na manhã desta sexta-feira (16), suspeita de ter envolvimento com o PCC. Identificada como Layla Lima Ayub, ela é investigada por manter um relacionamento amoroso com um integrante da facção criminosa, e o homem seria um dos líderes do Primeiro Comando da Capital na região Norte do País. Ela teria sido responsável por trazer o criminoso do Pará para São Paulo de maneira irregular.

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A prisão temporária dela ocorreu durante a Operação Serpens, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em conjunto com a Corregedoria da Polícia Civil.

De acordo com o Ministério Público, a delegada mantinha "vínculo pessoal e profissional" com integrantes da facção. A suspeita é que Layla, que era advogada antes de assumir o cargo público, continuou a atuar na advocacia de forma irregular após a nomeação, inclusive na defesa de presos ligados a organizações criminosas.

A Operação Serpens cumpriu sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá, no Pará. Além da prisão da delegada, a Justiça também expediu um mandado de prisão contra o namorado dela, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como "Dedel", que estava em prisão condicional e é apontado como membro do PCC.

Layla Lima Ayub tomou posse como delegada em uma cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, em dezembro de 2025. Segundo as investigações, "Dedel" esteve presente na solenidade e acompanhou a namorada. Ambos estariam morando juntos na capital paulista enquanto ela realizava o curso de formação na Academia de Polícia.

As apurações apontam que o homem é perigoso, uma vez que ele já foi condenado por tráfico de drogas e organização criminosa.

Com as prisões temporárias e o material apreendido, o Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Civil aprofundarão as investigações. O objetivo é apurar a real extensão do envolvimento da delegada com a facção criminosa e se ela utilizou o cargo para favorecer o grupo.

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