
Amazônia
Valter Campanato/Agência Brasil
Resumo
Desmatamento na Amazônia teve redução de 11,08% no período de agosto de 2024 a julho de 2025, alcançando 5.796 km², a menor taxa em 11 anos segundo dados do INPE.
Ações de fiscalização e programas de controle ambiental foram intensificados, contribuindo para a diminuição do desmatamento e a preservação do meio ambiente.
Redução de emissões de carbono foi significativa, com a queda no desmatamento evitando a liberação de aproximadamente 733,9 milhões de toneladas de CO₂e desde 2022.
A Amazônia registrou uma queda significativa de 11,08% na taxa de desmatamento entre agosto de 2024 e julho de 2025, atingindo 5.796 km² de área desmatada.
Os dados, divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com base no monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), marcam o quarto ano consecutivo de redução e representam o menor índice em 11 anos, além de ser a terceira menor taxa desde o início da série histórica em 1988.
A diminuição é atribuída à intensificação das ações de fiscalização e reestruturação de programas de controle ambiental, evitando a emissão de milhões de toneladas de carbono.
Contexto Histórico e Esforços de Combate
O Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do INPE, é a ferramenta oficial que quantifica a perda de cobertura florestal no Brasil desde 1988. Os números recentes confirmam uma tendência de retração da devastação que se iniciou em 2023, acumulando uma redução de 50% em comparação com os índices de 2022.
Essa conquista é resultado direto da reestruturação da governança ambiental e da retomada de políticas públicas eficazes, como os Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento.
Agências como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) têm intensificado suas operações, com um aumento na aplicação de autos de infração e embargos.
A diminuição do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, que também apresentou queda de 11,49% no período, evitou a emissão de cerca de 733,9 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) desde 2022. Este volume é comparável às emissões anuais somadas da Espanha e França.
Desafios e Próximos Passos
Apesar dos resultados positivos, especialistas alertam para o aumento da degradação florestal, um processo em que a floresta perde cobertura vegetal progressivamente, sem ser totalmente derrubada.
Essa forma de devastação, muitas vezes causada por incêndios e exploração seletiva, ainda representa um desafio significativo para a conservação do bioma. O estado do Mato Grosso, por exemplo, foi o único da Amazônia Legal a registrar um aumento no desmatamento, com um acréscimo de 25%.
O anúncio desses dados ocorre dias antes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém (PA). O Brasil pretende apresentar esses avanços como parte de seu compromisso em zerar o desmatamento até 2030, uma meta ambiciosa do governo federal.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial e revisado pela Band.
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