
Dez pessoas foram presas durante a operação das polícias do Rio de Janeiro e do Espírito Santo
foto: cedida
Dez pessoas foram presas durante a operação das polícias do Rio de Janeiro e do Espírito Santo contra a estrutura financeira da facção Terceiro Comando Puro. Sete dos presos foram encontrados no Complexo da Maré, na Zona Norte da capital fluminense.Moradores da região relataram intenso tiroteio durante a madrugada. A Avenida Brasil e a Linha Vermelha, duas das principais vias expressas da cidade, chegaram a ficar fechadas por meia hora. Criminosos colocaram fogo em barricadas enquanto os blindados da polícia entravam na comunidade.De acordo com as investigações, a estrutura da quadrilha no Rio de Janeiro também é usada para lavar o dinheiro de traficantes do estado vizinho. O grupo chegou a movimentar R$ 43 milhões no intervalo de apenas um ano.O secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Santos, explica que a lavagem do dinheiro ocorria por meio de empresas de fachada.Entre os presos, está a namorada de um dos chefes do grupo no Espírito Santo, que estaria escondido no Rio. Segundo as investigações, em apenas cinco meses, Gisele Lube movimentou R$ 27 milhões.Ao todo, 17 contas bancárias usadas para gerenciar e ocultar o dinheiro ilícito foram bloqueadas, entre elas a de uma espécie de banco paralelo irregular que operava dentro da Maré, oferecendo empréstimos para os moradores da comunidade.Os investigadores ainda comprovaram que a quadrilha extorquia funcionários de empresas de internet, água e gás, que só podiam atuar nas áreas controladas pela facção mediante o pagamento de mensalidades de até R$ 10 mil.Quatro fuzis foram apreendidos, entre eles um modelo utilizado por snipers. Os policiais ainda recuperaram 20 carros e apreenderam duas pistolas, cerca de 60 tabletes de maconha e outras drogas que ainda vão passar por perícia.As investigações começaram em novembro do ano passado, após a prisão do traficante Luan Gomes de Faria, em Vitória. Ele e o irmão, Bruno Gomes de Faria, são conhecidos como "os irmãos Vera" e são apontados como os chefes do TCP no Espírito Santo. Bruno teria fugido para o Rio de Janeiro após a prisão do irmão.Além do Complexo da Maré, os agentes também atuaram nos bairros de Bonsucesso, Campo Grande e Laranjeiras e em comunidades de Vitória, no Espírito Santo.
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