
Trump durante coletiva sobre saída de Elon Musk do governo
Nathan Howard/Reuters
O presidente Donald Trump decreta uma nova política referente a entrada de estrangeiros nos Estados Unidos. Por meio de uma proclamação, a Casa Branca proíbe a entrada dos cidadãos de 12 países e restringe parcialmente a entrada de pessoas de outros 7.
A medida teria como objetivo proteger os cidadãos de possíveis ataques terroristas e outras ameaças à segurança nacional e pública.
A restrição total da entrada de cidadãos se aplica aos seguintes países: Afeganistão, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Mianmar, Somália, Sudão e Iêmen. A medida limita parcialmente a entrada de pessoas de Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela.
Segundo o documento, o governo norte-americano aplicou a sanção para cidadãos que apresentam riscos significativos de permanência além do prazo de seus vistos nos Estados Unidos, possam cometer, auxiliar ou apoiar atos de terrorismo de acordo com a presença terrorista significativa em cada país, e vivem em locais em que o governo dos Estados Unidos não possui acesso às informações suficientes para avaliar os riscos que representam para o país.
O presidente declarou que para os países que sofreram restrições haverá exceções em alguns casos. São eles:
- Qualquer residente permanente legal dos EUA;
- Cidadãos com dupla nacionalidade que tenham cidadania e passaporte de países não incluídos na proibição de viagens;
- Atletas viajando para grandes eventos esportivos, como Copa do Mundo ou Olimpíadas;
- Imigrantes com família imediata que possuam evidências claras e convincentes de identidade e relacionamento familiar (como DNA ou casamento);
- Adoções;
- Cidadãos afegãos com vistos especiais;
- Vistos especiais de imigração para funcionários do governo dos Estados Unidos
- Portadores de "vistos de imigração para minorias étnicas e religiosas que enfrentam perseguição no Irã".
Restrições para estudantes de Harvard
Na mesma noite, Trump assinou também uma ordem restringindo vistos para estudantes estrangeiros em Harvard. Para o presidente, adversários e concorrentes do país norte-americano se aproveitam do fácil acesso ao ensino superior americano para, entre outras coisas, roubar informações técnicas e produtos, explorar pesquisas e desenvolvimento dispendiosos para promover suas próprias ambições e disseminar informações falsas por motivos políticos ou outros.
Ele acrescenta ainda que países opositores como a República Popular da China tentam se aproveitar do ensino superior americano explorando o programa de visto de estudante para fins impróprios e usam estudantes visitantes para coletar informações em universidades de elite nos Estados Unidos.
Em nota, Harvard classificou a proclamação de Trump como “mais uma medida retaliatória ilegal tomada pela Administração, violando os direitos garantidos pela Primeira Emenda de Harvard”. A Universidade afirma que continuará a proteger seus estudantes internacionais.*Sob supervisão de Michelle Trombelli
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