
Eduardo Bolsonaro durante entrevista à Reuters, em Washington, D.C, nesta quinta-feira (14)
Jessica Koscielniak/Reuters
Resumo
Sanções econômicas e processos judiciais: Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado e residente nos EUA, prevê novas sanções econômicas dos EUA contra o Brasil em resposta aos processos que seu pai enfrenta no STF.
Impasse comercial: Eduardo afirma que não há chances de reverter a sobretaxa de 50% que os EUA impuseram a mais de 3.800 produtos brasileiros enquanto o STF não fizer concessões.
Alvos específicos: O deputado também indicou que futuras sanções econômicas dos EUA poderiam focar em figuras do governo Lula, como o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a ex-presidente Dilma Rousseff, devido a seus papéis no programa Mais Médicos, sugerindo possíveis investigações americanas sobre a iniciativa.
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente reside nos Estados Unidos, afirmou, em entrevista à agência Reuters, em Washington, que espera novas sanções econômicas contra o Brasil como resposta aos processos enfrentados por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, a Casa Branca deveria aumentar ainda mais as tarifas sobre produtos brasileiros.
Eduardo declarou nesta quinta-feira (14) que não vê chance de o Brasil conseguir reverter a atual sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos a mais de 3.800 produtos nacionais.
“Os ministros do Supremo Tribunal Federal precisam entender que perderam poder”, disse.
Deputado diz que STF dificulta negociações com os EUA
O parlamentar afirmou que não há possibilidade de negociação com o governo americano enquanto o STF não fizer “concessões”.
Ele defende que a Corte atua em confronto direto com os interesses da maior potência econômica do mundo. Segundo Eduardo Bolsonaro, o Supremo estaria isolado politicamente e atrapalhando o diálogo comercial com os Estados Unidos.
Ele vinculou diretamente o endurecimento das tarifas à atuação dos ministros, em especial Alexandre de Moraes, responsável pela imposição da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
Sanções devem atingir Padilha e Dilma, diz deputado
Eduardo também afirmou que novas sanções econômicas podem ser anunciadas em breve, com foco em figuras ligadas ao governo Lula. Ele citou nominalmente o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a ex-presidente Dilma Rousseff, que atualmente preside o Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS.
O motivo, segundo ele, seriam os papéis desempenhados por ambos no programa Mais Médicos. Sem apresentar detalhes, o deputado sugeriu que as autoridades americanas estariam analisando possíveis responsabilizações ligadas à iniciativa.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br
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