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Eduardo Bolsonaro espera novas sanções dos EUA ao Brasil em reação ao STF

Deputado afirma que só haverá acordo sobre tarifaço se o STF fizer concessões; ele criticou os ministros da Corte em entrevista à Reuters

Da redação
DA REDAÇÃO

15/08/2025 • 08:08 • Atualizado em 15/08/2025 • 08:08

Eduardo Bolsonaro durante entrevista à Reuters, em Washington, D.C, nesta quinta-feira (14)

Eduardo Bolsonaro durante entrevista à Reuters, em Washington, D.C, nesta quinta-feira (14)

Jessica Koscielniak/Reuters

Resumo

Sanções econômicas e processos judiciais: Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado e residente nos EUA, prevê novas sanções econômicas dos EUA contra o Brasil em resposta aos processos que seu pai enfrenta no STF.

Impasse comercial: Eduardo afirma que não há chances de reverter a sobretaxa de 50% que os EUA impuseram a mais de 3.800 produtos brasileiros enquanto o STF não fizer concessões.

Alvos específicos: O deputado também indicou que futuras sanções econômicas dos EUA poderiam focar em figuras do governo Lula, como o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a ex-presidente Dilma Rousseff, devido a seus papéis no programa Mais Médicos, sugerindo possíveis investigações americanas sobre a iniciativa.

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente reside nos Estados Unidos, afirmou, em entrevista à agência Reuters, em Washington, que espera novas sanções econômicas contra o Brasil como resposta aos processos enfrentados por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, a Casa Branca deveria aumentar ainda mais as tarifas sobre produtos brasileiros.

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Eduardo declarou nesta quinta-feira (14) que não vê chance de o Brasil conseguir reverter a atual sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos a mais de 3.800 produtos nacionais.

“Os ministros do Supremo Tribunal Federal precisam entender que perderam poder”, disse.

Deputado diz que STF dificulta negociações com os EUA

O parlamentar afirmou que não há possibilidade de negociação com o governo americano enquanto o STF não fizer “concessões”.

Ele defende que a Corte atua em confronto direto com os interesses da maior potência econômica do mundo. Segundo Eduardo Bolsonaro, o Supremo estaria isolado politicamente e atrapalhando o diálogo comercial com os Estados Unidos.

Ele vinculou diretamente o endurecimento das tarifas à atuação dos ministros, em especial Alexandre de Moraes, responsável pela imposição da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.

Sanções devem atingir Padilha e Dilma, diz deputado

Eduardo também afirmou que novas sanções econômicas podem ser anunciadas em breve, com foco em figuras ligadas ao governo Lula. Ele citou nominalmente o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a ex-presidente Dilma Rousseff, que atualmente preside o Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS.

O motivo, segundo ele, seriam os papéis desempenhados por ambos no programa Mais Médicos. Sem apresentar detalhes, o deputado sugeriu que as autoridades americanas estariam analisando possíveis responsabilizações ligadas à iniciativa.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br