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Eleição em Nova York reacende debate sobre prefeitos muçulmanos no Ocidente

Capital britânica é comandada por Sadiq Khan desde 2026; medo de políticas religiosas não se confirmou em Londres

Da redação
DA REDAÇÃO

05/11/2025 • 09:56 • Atualizado em 05/11/2025 • 09:56

Felipe Kieling

A eleição do novo prefeito de Nova York, o socialista e muçulmano Zohran Mamdani, reacendeu o debate sobre a presença de políticos seguidores do Islã em grandes capitais do Ocidente. Em participação no Jornal BandNews FM, o correspondente Felipe Kieling comparou o momento vivido pelos nova-iorquinos com a experiência de Londres, que desde 2016 é governada por Sadiq Khan, primeiro muçulmano a comandar a capital britânica.

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Kieling lembrou que, apesar das críticas e dos temores iniciais, Khan nunca adotou políticas voltadas especificamente à comunidade muçulmana. “Ele é um muçulmano praticante, mas também participa da Parada Gay, das celebrações da Páscoa e do Natal. Em oito anos de governo, não aprovou nenhuma lei religiosa nem alterou o caráter laico da cidade”, explicou o correspondente.

Ataques e desinformação

Segundo Kieling, Sadiq Khan continua sendo alvo de ataques e fake news, especialmente em um contexto de crescente polarização política no Reino Unido. “Circulam mensagens dizendo que ele vai construir 40 mil casas só para muçulmanos, mas na verdade o projeto é para quem precisa, independentemente de religião”, afirmou.

O prefeito londrino também é alvo constante de críticas de políticos conservadores e já foi atacado publicamente por Donald Trump, que o classificou como “um dos piores prefeitos da história”. Em resposta, Khan publicou mensagem parabenizando Zohran Mamdani pela vitória em Nova York, dizendo que “os nova-iorquinos escolheram a esperança em vez do medo”.

Diversidade política no Reino Unido

Kieling destacou que o Reino Unido tem uma representação religiosa diversa entre seus líderes. Além de Sadiq Khan, o país tem figuras muçulmanas em cargos de destaque, como a ministra do Interior, responsável pela política migratória, e o próprio primeiro-ministro Rishi Sunak, que é de origem hindu. “Aqui, a convivência entre religiões é parte da vida pública. O Sadiq Khan é avaliado mais por suas políticas do que por sua fé”, afirmou.

O correspondente ressaltou que o exemplo londrino mostra como o receio de que líderes muçulmanos imponham a lei islâmica (sharia) é infundado. “Ele nunca trouxe nada disso para o debate político. As críticas a Khan são mais sobre gestão urbana, trânsito e habitação do que sobre religião”, observou.

Entre Londres e Nova York

Felipe Kieling concluiu que Nova York agora passa por um processo semelhante ao que Londres viveu há oito anos, com uma mistura de curiosidade, resistência e expectativa. “A eleição de Mamdani, um socialista muçulmano filho de imigrantes, representa uma mudança simbólica importante, mas não significa uma transformação religiosa. Se Londres é um exemplo, o Big Ben continua em pé, e Nova York também deve seguir o mesmo caminho”, disse.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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