
Chile tem primeiro turno das eleições presidenciais neste domingo (16)
Reuters
Resumo
Eleição presidencial chilena ocorre neste domingo (16), com cerca de 15,6 milhões de eleitores e marcada por polarização entre Jeannette Jara, do Partido Comunista, e José Antonio Kast, do Partido Republicano, sendo provável um segundo turno em 14 de dezembro.
Voto obrigatório retorna após uma década, com escolha de presidente, 155 deputados e 23 senadores, aumentando a incerteza sobre o resultado devido à abstenção alta nas eleições anteriores e à possibilidade de multas para não votantes.
Campanha é dominada por debates sobre segurança pública e economia, com Kast defendendo medidas rígidas contra crime e imigração ilegal, Jara propondo fortalecimento da segurança sem abrir mão de pautas sociais, e pesquisas indicando favoritismo de Kast em eventual segundo turno.
Cerca de 15,6 milhões de eleitores chilenos vão às urnas neste domingo (16) para eleger o sucessor do presidente Gabriel Boric, em uma eleição marcada pela polarização e pela preocupação com a segurança pública e a economia. Oito candidatos disputam a presidência, mas as pesquisas apontam que a decisão deve ficar para um segundo turno, em 14 de dezembro, entre a candidata da situação, Jeannette Jara, do Partido Comunista, e o ultraconservador José Antonio Kast, do Partido Republicano.
Além do presidente, os eleitores também escolherão 155 deputados e 23 dos 50 senadores. Esta será a primeira eleição presidencial no Chile desde 2012 com voto obrigatório, o que adiciona uma camada de incerteza ao resultado, já que a abstenção no primeiro turno de 2021 chegou a 53%. A medida, que prevê multa para quem não comparecer, foi restabelecida em 2022 após uma década de voto voluntário.
Clima de apreensão com segurança e economia
A campanha eleitoral foi dominada por debates sobre o aumento da criminalidade e a imigração, temas que se tornaram a principal preocupação para 63% dos chilenos, segundo o instituto Ipsos.
A taxa de homicídios no país, embora ainda baixa em comparação com outros países da América do Sul, dobrou na última década, alimentando o discurso de candidatos da direita e da extrema-direita.
José Antonio Kast, que disputa a presidência pela terceira vez, tem focado sua campanha em propostas de linha-dura contra o crime, como a construção de um "escudo fronteiriço" para conter a imigração ilegal.
Já a candidata governista, Jeannette Jara, ex-ministra do Trabalho de Boric, busca se posicionar como uma esquerdista pragmática, com propostas para fortalecer a segurança pública e combater o crime organizado, sem abrir mão das pautas sociais.
Próximos passos
As urnas serão abertas no domingo (16) e os primeiros resultados são esperados para o fim do dia. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos, um segundo turno será realizado em 14 de dezembro.
As pesquisas indicam que, em um eventual segundo turno, Kast teria favoritismo sobre Jara, com a possibilidade de agregar os votos de outros candidatos de direita.
A composição do novo Congresso também será decisiva para o futuro governo. A atual coalizão de esquerda de Boric não tem maioria em nenhuma das casas, o que resultou em uma agenda legislativa paralisada.
Uma vitória da direita tanto na presidência quanto no Legislativo seria um fato inédito desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet, em 1990.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


