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Eleitores do Chile vão às urnas neste domingo para definir presidente sucessor de Gabriel Boric

Votação no país entre candidata governista Jeannette Jara e ultraconservador José Antonio Kast é marcada pelas discussões sobre segurança e economia

Por Redação
REDAÇÃO

15/11/2025 • 14:37 • Atualizado em 15/11/2025 • 14:37

Chile tem primeiro turno das eleições presidenciais neste domingo (16)

Chile tem primeiro turno das eleições presidenciais neste domingo (16)

Reuters

Resumo

Eleição presidencial chilena ocorre neste domingo (16), com cerca de 15,6 milhões de eleitores e marcada por polarização entre Jeannette Jara, do Partido Comunista, e José Antonio Kast, do Partido Republicano, sendo provável um segundo turno em 14 de dezembro.

Voto obrigatório retorna após uma década, com escolha de presidente, 155 deputados e 23 senadores, aumentando a incerteza sobre o resultado devido à abstenção alta nas eleições anteriores e à possibilidade de multas para não votantes.

Campanha é dominada por debates sobre segurança pública e economia, com Kast defendendo medidas rígidas contra crime e imigração ilegal, Jara propondo fortalecimento da segurança sem abrir mão de pautas sociais, e pesquisas indicando favoritismo de Kast em eventual segundo turno.

Cerca de 15,6 milhões de eleitores chilenos vão às urnas neste domingo (16) para eleger o sucessor do presidente Gabriel Boric, em uma eleição marcada pela polarização e pela preocupação com a segurança pública e a economia. Oito candidatos disputam a presidência, mas as pesquisas apontam que a decisão deve ficar para um segundo turno, em 14 de dezembro, entre a candidata da situação, Jeannette Jara, do Partido Comunista, e o ultraconservador José Antonio Kast, do Partido Republicano.

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Além do presidente, os eleitores também escolherão 155 deputados e 23 dos 50 senadores. Esta será a primeira eleição presidencial no Chile desde 2012 com voto obrigatório, o que adiciona uma camada de incerteza ao resultado, já que a abstenção no primeiro turno de 2021 chegou a 53%. A medida, que prevê multa para quem não comparecer, foi restabelecida em 2022 após uma década de voto voluntário.

Clima de apreensão com segurança e economia

A campanha eleitoral foi dominada por debates sobre o aumento da criminalidade e a imigração, temas que se tornaram a principal preocupação para 63% dos chilenos, segundo o instituto Ipsos.

A taxa de homicídios no país, embora ainda baixa em comparação com outros países da América do Sul, dobrou na última década, alimentando o discurso de candidatos da direita e da extrema-direita.

José Antonio Kast, que disputa a presidência pela terceira vez, tem focado sua campanha em propostas de linha-dura contra o crime, como a construção de um "escudo fronteiriço" para conter a imigração ilegal.

Já a candidata governista, Jeannette Jara, ex-ministra do Trabalho de Boric, busca se posicionar como uma esquerdista pragmática, com propostas para fortalecer a segurança pública e combater o crime organizado, sem abrir mão das pautas sociais.

Próximos passos

As urnas serão abertas no domingo (16) e os primeiros resultados são esperados para o fim do dia. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos, um segundo turno será realizado em 14 de dezembro.

As pesquisas indicam que, em um eventual segundo turno, Kast teria favoritismo sobre Jara, com a possibilidade de agregar os votos de outros candidatos de direita.

A composição do novo Congresso também será decisiva para o futuro governo. A atual coalizão de esquerda de Boric não tem maioria em nenhuma das casas, o que resultou em uma agenda legislativa paralisada.

Uma vitória da direita tanto na presidência quanto no Legislativo seria um fato inédito desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet, em 1990.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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