
Hugo Motta, presidente da Câmara, em entrevista à BandNews FM
BandNews FM
Resumo
Entrevista exclusiva destacou o posicionamento do presidente da Câmara, Hugo Motta, sobre o PL "Antifacção", defendendo a normalidade das alterações no texto e ressaltando a competência do relator Guilherme Derrite para conduzir o projeto.
Governo Lula apresentou críticas à proposta, alegando que o texto pode alterar funções da Polícia Federal e da Receita Federal, enquanto Motta afirmou que equipes ministeriais estão em diálogo para debater o tema e garantir a melhor construção possível.
Votação do projeto está prevista para terça-feira (18), com o objetivo de fortalecer o combate ao crime organizado, enfatizando que não há intenção de retirar atribuições dos órgãos federais envolvidos.
Em entrevista exclusiva a BandNews FM, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu que é normal que um texto como o do PL "Antifacção" passe por muitas mudanças até que o relatório seja aprovado.O governo Lula tem criticado a proposta do deputado federal e relator do projeto, Guilherme Derrite (PP-SP).
“ Na última sexta-feira (14), eu recebi um telefonema do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, falando sobre a importância desses órgãos na atuação do combate ao crime organizado. Eu coloquei toda a equipe do Haddad em contato com Derrite para debater o tema”, disse Motta.
O presidente da Câmara destacou que o deputado federal é o mais hábil dentro da Casa para ser o relator do PL "antifacção", por ser, segundo ele, o que tem mais conhecimento técnico sobre o assunto.
“Derrite é Secretário licenciando de Segurança Pública do principal estado do país, que é São Paulo. Desde que foi escolhido como relator, ele tem feito um trabalho técnico. O texto já foi alterado algumas vezes e será quantas vezes forem necessárias para ser construído da melhor forma possível”, declarou Motta.
O projeto, que deve ser votado nesta terça-feira (18), é alvo de críticas de membros do governo Lula, que alegam que o texto altera as funções da Polícia Federal e da Receita Federal.
“É uma grande força de segurança que pode ajudar nesse enfrentamento ao crime organizado, que pode ajudar com inteligência a sufocar as operações dessas organizações criminosas na lavagem de dinheiro. Jamais passou pela cabeça de ninguém tirar atribuições da Polícia Federal”, afirmou Motta.
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