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Enchentes que atingem países da Ásia já deixaram mais de 1.200 mortos

Os governos locais afirmam que as mudanças climáticas estão alterando padrões de temperatura, pressão e umidade, tornando fenômenos intensos mais recorrentes.

Da redação
DA REDAÇÃO

02/12/2025 • 11:58 • Atualizado em 02/12/2025 • 11:58

Distrito de Agam, província de Sumatra Ocidental, Indonésia.

Distrito de Agam, província de Sumatra Ocidental, Indonésia.

REUTERS/Willy Kurniawan.

Indonésia, Tailândia, Malásia e Sri Lanka registram impactos severos após uma rara tempestade tropical e semanas de chuvas intensas, deixando mais de 1.200 mortos. A situação é mais crítica na ilha de Sumatra, na Indonésia, onde o número de vítimas chega a 708 mortos e 504 desaparecidos.

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Os temporais intensos que atingiram a região nas últimas semanas foram provocados por uma combinação entre a temporada anual de monções, que são mudanças estacionais na direção dos ventos, principalmente em regiões tropicais e subtropicais, e o aumento da intensidade das tempestades.

Na Indonésia, este é o maior desastre natural em número de mortos desde 2018, quando um terremoto seguido de tsunami provocou mais de mil mortes. Em Sumatra, após dias de chuva, as águas começaram a baixar, mas deixaram para trás um cenário de destruição. Centenas de milhares de pessoas tiveram de buscar abrigo em estruturas emergenciais, enfrentando dificuldades para acessar água potável e alimentos.

As enchentes também afetaram outros países do Sudeste Asiático. No sul da Tailândia, as autoridades contabilizam 176 mortes, sendo um dos episódios climáticos mais letais na última década. Já na Malásia e no Sri Lanka, milhares de moradores seguem isolados por causa dos deslizamentos de terra e da elevação do nível dos rios.

Grande parte da Ásia vive a temporada anual de monções, que costuma provocar chuvas fortes e inundações. No entanto, o volume e a duração dos eventos climáticos foram ampliados por meses de condições extremas na região. Tufões sucessivos atingiram Filipinas e Vietnã, agravando alagamentos já frequentes.

As equipes de resgate seguem atuando em áreas isoladas, enquanto autoridades monitoram novas frentes de chuva e alertam para riscos adicionais de deslizamentos. Organismos internacionais também acompanham a situação e discutem o envio de apoio humanitário emergencial para as regiões mais afetadas.

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