
Caso aconteceu no sábado (26), em Buenos Aires, durante a semifinal do Campeonato Sul-Americano
SESI-SP
O SESI-SP afirma que está tomando todas as medidas jurídicas sobre o crime de racismo sofrido por um atleta do time de polo aquático este fim de semana. O episódio foi presenciado por todos na piscina e confirmado pelo árbitro.O caso aconteceu no sábado (26), em Buenos Aires, durante a semifinal do Campeonato Sul-Americano quando a equipe enfrentava o time Gymnasia y Esgrima, da Argentina. Os brasileiros venciam por uma diferença de seis gols e, nos últimos minutos da partida, um jogador do time adversário proferiu vários xingamentos racistas contra o atleta paulista. A equipe brasileira se retirou da piscina e aguardou um posicionamento da organizadora, que não aconteceu de imediato, como explica o gerente de Esporte e Lazer do SESI-SP, André Avallone: “Teve omissão da comissão organizadora de ter visto o pedido de desculpas do atleta e do treinador pelo fato ocorrido. Eles terem visto e não terem feito nada depois, foi o mais duro pra gente”, explica.Por decisão unânime da equipe e do SESI-SP, os jogadores optaram por não participar mais da competição. O time da Associação Bauruense de Desportes Aquáticos, de Bauru, em solidariedade também decidiu não continuar no campeonato.Depois de pressão por parte dos responsáveis pela equipe de polo aquático do SESI-SP, a organização do evento decidiu que o atleta racista fosse suspenso por apenas um jogo, sem maiores penalidades. Para André Avallone, gerente de Esporte e Lazer do SESI-SP, uma nota de repúdio não é o suficiente para o ocorrido.Pela desistência das equipes do SESI-SP e de Bauru, o time carioca do Fluminense foi nomeado campeão da etapa de Buenos Aires. A equipe não sabia do ocorrido e, assim que descobriram o episódio de racismo, optaram por não receber as medalhas.Ao atleta que sofreu o episódio de racismo não quer ser identificado e a instituição diz que dará apoio psicológico e deixará o jurídico à disposição.Em nota, a Superliga Sulamericana de Polo Aquático diz que expressa repúdio frente a qualquer ato ou manifestação racista, discriminatória ou de violência verbal, em nenhum âmbito.

