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Escritório de Viviane Barci recebeu mais de 80 milhões do Master

Contrato de R$ 129 milhões foi firmado entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025

Da redação
DA REDAÇÃO

08/04/2026 • 09:14 • Atualizado em 08/04/2026 • 09:14

Alexandre de Moraes durante julgamento dos mandantes da morte de Marielle Franco no STF

Alexandre de Moraes durante julgamento dos mandantes da morte de Marielle Franco no STF

Mateus Bonomi/Reuters

Resumo

Relatório da Receita Federal aponta que o escritório de Viviane Barci, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, recebeu mais de R$ 80 milhões do Banco Master em 22 parcelas entre 2024 e 2025, referentes a um contrato de 36 meses que previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões, totalizando R$ 129 milhões.

Documento oficial detalha que o Banco Master, de Daniel Vorcaro, transferiu R$ 80.223.000,00 ao escritório e reteve R$ 4,93 milhões em impostos na fonte durante o período do contrato.

Nota do escritório de Viviane Barci contesta a veracidade e a legalidade do vazamento dos dados, sem informar valores corretos, enquanto Alexandre de Moraes permanece sem manifestação pública.

De acordo com dados divulgados pela Receita Federal, o escritório de Viviane Barci, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, recebeu mais de R$ 80 milhões do Banco Master entre 2024 e 2025. O contrato, firmado para durar 36 meses, tinha pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões, totalizando R$ 129 milhões. No entanto, o banco foi liquidado pelo Banco Central antes de cumprir todo o acordo.

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A Receita Federal informou que a instituição financeira de Daniel Vorcaro transferiu R$ 80.223.000,00 ao escritório de Viviane Barci em 22 parcelas. Além disso, o imposto retido na fonte pelo Banco Master durante o período foi de R$ 4,93 milhões.

Em resposta à divulgação das informações, o escritório de Viviane Barci afirmou que os dados, embora provenientes da Receita Federal, estariam incorretos e teriam sido vazados ilicitamente. No entanto, a defesa não forneceu esclarecimentos sobre o valor correto dos pagamentos.

Alexandre de Moraes manteve silêncio sobre o caso e não se manifestou publicamente a respeito. O episódio levanta questões sobre a transparência das relações financeiras envolvendo figuras públicas e instituições financeiras, além de gerar mais questionamentos sobre a origem e os destinos dos pagamentos realizados pelo Banco Master antes de sua liquidação.