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EUA apreendem dois petroleiros ligados à Venezuela

Navios, um deles usando bandeira russa, são acusados de violar sanções americanas

Da redação
DA REDAÇÃO

07/01/2026 • 16:21 • Atualizado em 07/01/2026 • 16:21

O navio-tanque Bella 1 no Estreito de Singapura, após autoridades americanas afirmarem que a Guarda Costeira dos EUA perseguiu um petroleiro em águas internacionais perto da Venezuela, nesta imagem retirada das redes sociais em 18 de março de 2025

O navio-tanque Bella 1 no Estreito de Singapura, após autoridades americanas afirmarem que a Guarda Costeira dos EUA perseguiu um petroleiro em águas internacionais perto da Venezuela, nesta imagem retirada das redes sociais em 18 de março de 2025

Hakon Rimmereid/via REUTERS

Resumo

As operações dos Estados Unidos resultaram na apreensão de dois navios-petroleiros ligados à Venezuela, Marinera e Sophia, em ações separadas no Atlântico e no Caribe, justificadas por violações às sanções impostas ao setor de petróleo venezuelano.

O histórico do Marinera inclui tentativa de abordagem frustrada pela Guarda Costeira dos EUA em dezembro, troca de nome e uso de bandeira russa para despistar autoridades, mas monitoramento contínuo levou à sua captura, sendo o navio acusado de operar para uma "frota fantasma" que burla sanções internacionais.

As reações do Ministério das Relações Exteriores da Rússia e do governo da Venezuela classificaram as apreensões como desproporcionais e pirataria internacional, enquanto as autoridades americanas mantêm navios e cargas sob custódia e aguardam interrogatório da tripulação e tramitação judicial nos Estados Unidos.

O governo dos Estados Unidos apreendeu, nesta quarta-feira (7), dois navios-petroleiros ligados à Venezuela em operações separadas no Oceano Atlântico e no Mar do Caribe. A primeira embarcação, identificada como Marinera e que usava uma bandeira russa improvisada, foi capturada no Atlântico após semanas de perseguição. Horas depois, as autoridades americanas anunciaram a apreensão de um segundo navio, o Sophia, no Caribe. Ambas as operações foram justificadas por violações às sanções impostas por Washington ao setor de petróleo venezuelano.

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A saga do Marinera começou em dezembro, quando ainda se chamava Bella 1. Na ocasião, a Guarda Costeira dos EUA tentou realizar uma abordagem perto da costa da Venezuela sob a suspeita de que o navio carregaria petróleo cru, violando o bloqueio internacional. A tripulação, no entanto, recusou a abordagem, fugiu em direção ao Atlântico e desligou o sistema de rastreamento.

Semanas depois, o navio reapareceu em registros marítimos com o novo nome, Marinera, e com uma bandeira da Rússia pintada no casco. A mudança, contudo, não impediu que a embarcação continuasse sendo monitorada e fosse finalmente capturada.

Os dois petroleiros são acusados pelos Estados Unidos de fazerem parte de uma "frota paralela" ou "frota fantasma". Essa rede de navios é utilizada para transportar petróleo de países sob sanção, como a própria Venezuela, Irã e Rússia, burlando as restrições internacionais.

Autoridades americanas afirmam que o Marinera já era alvo de sanções desde 2024 por operar para essa frota. Após as capturas, o Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reforçou em uma rede social que "o bloqueio ao petróleo venezuelano sancionado e ilícito permanece em pleno vigor — em qualquer lugar do mundo".

Reação e Próximos Passos

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que monitora a situação e classificou a perseguição ao Marinera como "desproporcional". O governo da Venezuela, por sua vez, tem classificado ações semelhantes como atos de "pirataria internacional".

Com a apreensão, os navios e as cargas que transportavam ficam sob custódia dos Estados Unidos e serão levados a território americano. A expectativa é que a tripulação seja interrogada e que os casos sigam para a justiça dos EUA.

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