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EUA atacam barco do narcotráfico novamente no Pacífico e gera crítica internacional

É a primeira vez que o país americano realiza ataques na região; bombardeios anteriores só haviam sido feitos no Caribe

AÍSHA MORAES*

23/10/2025 • 09:03 • Atualizado em 23/10/2025 • 09:03

Estados Unidos atacam barco do narcotráfico.

Estados Unidos atacam barco do narcotráfico.

Divulgação

As forças militares dos Estados Unidos atacaram, pela segunda vez, uma embarcação suspeita de integrar o narcotráfico no Oceano Pacífico. O barco navegava em águas internacionais na região da Colômbia, nesta quarta-feira (22), quando o ataque foi realizado.As ofensivas na região já mataram cinco pessoas no total. Duas morreram no primeiro ataque, na terça-feira (21), e as outras três, no segundo. Não há informações sobre as identidades das pessoas presentes nos barcos.Anteriormente, os americanos realizaram ataques no Mar do Caribe, no Atlântico. Pete Hegseth, secretário de Guerra dos EUA, afirmou que o setor de inteligência do país sabia que “a embarcação estava envolvida no contrabando ilícito de narcóticos, transitava por uma rota conhecida de narcotráfico e transportava entorpecentes”.A divulgação de vídeos das investidas foi realizada no X pelo próprio secretário. Ainda na rede social, Hegseth confirmou que Donald Trump está envolvido diretamente na autorização das ações e que as operações têm por objetivo eliminar os “narcoterroristas”.

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Em diversas declarações, Trump associou os cartéis de drogas a Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.

Ofensivas no Caribe

Outros sete barcos foram atacados sob a mesma justificativa pelo país no Caribe. Houve pelo menos 37 mortes e, de acordo com a agência Reuters, dois suspeitos de tráfico sobreviveram.Recentemente, os EUA vêm realizando um fortalecimento militar em território caribenho, incluindo destróieres com mísseis guiados, caças F-35, um submarino nuclear e cerca de 6,5 mil militares.

Ataques ao direito internacional

Especialistas de um grupo integrante do Conselho de Direitos Humanos da ONU afirmaram que, apesar da justificativa de Trump, a realização dos ataques infringe as leis internacionais, sendo equivalente à realização de “execuções extrajudiciais”.

*Estagiária sob supervisão de Eduardo Frumento

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