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EUA aumentam pressão sobre Irã e não descartam ação militar, diz vice

Em entrevista, JD Vance afirmou que Trump considera "outras opções além da diplomacia"

Da redação
DA REDAÇÃO

19/02/2026 • 11:13 • Atualizado em 19/02/2026 • 11:13

JD Vance

JD Vance

REUTERS/Kevin Lamarque

Resumo

Declaração do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, confirmou que o governo de Donald Trump analisa a situação no Irã e não descarta opções militares, aumentando a pressão sobre Teerã em meio às negociações nucleares e tensões no Golfo Pérsico.

Negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã, mediadas por Omã em Genebra, avançaram com anúncio de entendimento sobre princípios, mas persistem impasses quanto às exigências americanas de restrição do programa nuclear, mísseis balísticos e apoio a grupos armados, consideradas inaceitáveis pelo Irã.

Ameaças do presidente Donald Trump de consequências em caso de fracasso e resposta do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, com advertências militares e exercícios da Guarda Revolucionária, incluindo fechamento parcial do Estreito de Ormuz, evidenciam o aumento da tensão militar na região.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou nesta quarta-feira (18), em entrevista à Fox News, que o governo de Donald Trump ainda analisa a situação no Irã, mas não descarta "outras opções além da diplomacia". A fala eleva o tom da pressão sobre Teerã, em um momento crítico das negociações sobre o programa nuclear iraniano e de crescente tensão militar na região do Golfo Pérsico.

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Negociações e "Linhas Vermelhas"

Nesta semana, negociadores norte-americanos e iranianos realizaram uma segunda rodada de conversas indiretas em Genebra, na Suíça, com mediação de Omã.

Apesar de o Irã ter anunciado um "entendimento sobre os princípios orientadores" de um possível acordo, o vice-presidente JD Vance disse que Teerã ainda não está disposta a reconhecer as "linhas vermelhas" estabelecidas por Washington.

O governo americano exige que, além de limitar o programa nuclear, o Irã restrinja o programa de mísseis balísticos e cesse o apoio a grupos armados na região, o que Teerã considera inegociável.

O presidente Donald Trump, que participa "indiretamente" das negociações, advertiu que o Irã sofrerá as "consequências de não alcançar um acordo".

Em resposta, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, alertou que os Estados Unidos "podem ser atingidos com tanta força que não vão conseguir se reerguer" e ameaçou afundar os navios de guerra norte-americanos na região.

Paralelamente, a Guarda Revolucionária do Irã realizou exercícios militares, fechando parcialmente o estratégico Estreito de Ormuz.