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CPI do INSS ouve ex-presidente do instituto em sessão marcada por confusão

Alessandro Stefanuto defende sua gestão, ataca oposição e critica o controle de senhas no órgão após escândalo de fraudes

Por Redação
REDAÇÃO

14/10/2025 • 15:58 • Atualizado em 14/10/2025 • 15:58

INSS

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Rafael Carvalho/Governo Federal

Resumo

Sessão da CPMI do INSS é marcada por tensões e suspensões, investigando fraudes contra aposentados e pensionistas, com depoimento do ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanuto, mesmo após habeas corpus.

Defesa de Stefanuto durante a sessão inclui alegações de melhorias no atendimento do INSS e críticas à gestão anterior, destacando falhas no controle de senhas e vazamento de dados, apesar de confrontos acalorados com o relator.

Continuidade das investigações é reafirmada pelo presidente da CPMI, Carlos Vianna, apesar de desafios judiciais; próxima sessão agendada para esclarecer responsabilidades e aumentar transparência nas operações do INSS.

A CPMI do INSS, que investiga o esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas, voltou a se reunir nesta segunda-feira (13) em uma sessão tensa que acabou sendo suspensa duas vezes. O destaque do dia foi o depoimento do ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanuto, que compareceu à comissão mesmo após habeas corpus concedido pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Durante o depoimento, Stefanuto bateu boca com o relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar, que chegou a cogitar dar voz de prisão ao ex-diretor do INSS devido ao tom acalorado da discussão. Apesar da tensão, o ex-presidente do instituto fez uma defesa enfática de sua gestão, dizendo que implantou melhorias no atendimento aos beneficiários e que o INSS é muito maior que o esquema de descontos associados que foi investigado.

Defesa de sua gestão e críticas à oposição

Stefanuto deixou o cargo em abril de 2024, logo após a operação Sem Desconto, da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), que revelou um esquema de fraude envolvendo descontos não autorizados em aposentadorias e pensões. O ex-presidente afirmou que, se as fraudes foram cometidas, os culpados devem ser punidos, mas não é justo “condenar o INSS como um todo”.

“O INSS não pode ser condenado. Se houve fraudes, quem praticou deve ser punido. O INSS é um órgão de excelência em muitos aspectos”, declarou Stefanuto, defendendo a credibilidade do instituto.

O ex-presidente também criticou a oposição ao afirmar que durante sua gestão, foram descobertas falhas graves no controle de senhas do sistema de dados do INSS, que havia sido “um caos” antes de suas ações corretivas. Segundo ele, a Dataprev alertou para um vazamento de dados e ele pediu à sua equipe de TI que reduzisse o número de senhas e garantisse maior controle interno.

Confronto com a oposição

Stefanuto continuou sua fala atacando a gestão anterior e a oposição, dizendo que encontrou “7 chupacabras” no prédio do INSS — termo utilizado para descrever indivíduos que roubavam credenciais dentro da instituição. Ele afirmou que essas irregularidades foram enfrentadas por sua gestão, o que, segundo ele, não havia sido feito nas administrações anteriores.

“Recebi o sistema de dados com 3 mil senhas e ninguém controlava. Foi durante a minha gestão que fizemos a limpeza e o controle. Agora vocês querem me responsabilizar?”, questionou.

Reações e próximo passo

O presidente da CPMI, Carlos Vianna, também fez um discurso de defesa das investigações, mas se queixou das decisões do STF, que têm impactado o andamento das apurações. Ele reafirmou que as falhas no sistema do INSS devem ser apuradas, independentemente da gestão envolvida.

A CPMI segue com o objetivo de esclarecer os responsáveis pelas fraudes e garantir maior transparência nas operações do INSS, que afetam milhões de brasileiros. A próxima sessão da comissão está marcada para terça-feira (14), quando novos depoimentos e esclarecimentos serão esperados.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.