
Faixa de Gaza
REUTERS/Amir Cohen
Resumo
Retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza inicia-se, marcando o começo da implementação do acordo de paz entre Israel e o Hamas, mediado por Donald Trump. O acordo inclui cessar-fogo e libertação de reféns.
Ajuda humanitária é esperada para chegar no domingo à população palestina, com a ONU destacando a grave desnutrição de 55 mil crianças. A reconstrução de infraestrutura básica na região devastada será uma tarefa prolongada e complexa.
Libertação de reféns é um componente chave do tratado, com o Hamas comprometido a liberar 20 israelenses e Israel a liberar cerca de 2 mil palestinos. O sucesso do cessar-fogo e a reconstrução efetiva dependerão do cumprimento rigoroso das condições do acordo.
O processo de retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza começou nesta sexta-feira (10), marcando o primeiro passo concreto do acordo de paz firmado entre Israel e o Hamas. O tratado, mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevê cessar-fogo, libertação de reféns e envio imediato de ajuda humanitária à população palestina, após dois anos de um conflito que deixou quase 70 mil mortos.
Imagens divulgadas por agências internacionais mostram tanques e soldados israelenses deixando o território palestino e se deslocando para uma faixa de segurança localizada na fronteira. O movimento ocorre de forma coordenada, como estabelecido no plano anunciado por Trump e aprovado pelo gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Ajuda humanitária deve chegar no domingo
A expectativa agora se volta para o próximo domingo (12), quando está prevista a entrada dos primeiros comboios humanitários. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 55 mil crianças palestinas com menos de cinco anos sofrem de desnutrição grave e aguardam atendimento urgente. Caminhões carregados com alimentos, água e medicamentos estão posicionados nos arredores da fronteira, prontos para iniciar o transporte assim que houver autorização final.
De acordo com dados da ONU, 83% dos prédios da Faixa de Gaza foram destruídos durante os combates, o que indica que a reconstrução levará anos. A estimativa é que, na primeira fase, maquinários enviados por países aliados — como Catar, Egito e Turquia — comecem a atuar na limpeza dos escombros e na reconstrução de infraestrutura básica, como hospitais e escolas.
Libertação de reféns e reconstrução de Gaza
Outro ponto central do acordo é a libertação de 20 reféns israelenses ainda mantidos pelo Hamas, entre eles jovens sequestrados durante o ataque a um festival de música em 2023. O grupo terrorista terá até 72 horas para entregar os prisioneiros, enquanto o governo de Israel deverá liberar cerca de 2 mil detentos palestinos, conforme os termos do pacto.
Trump, que se autodenomina fiador do acordo, confirmou que pretende viajar ao Oriente Médio nos próximos dias para participar de uma cerimônia simbólica de assinatura do tratado. Segundo o presidente americano, a prioridade é garantir que os palestinos possam permanecer em Gaza — mudança em relação à proposta inicial feita no início do ano, que previa deslocamento populacional.
A população palestina começa a retornar para o norte do território, a área mais atingida pelos bombardeios.
Desafios e próximos passos
Apesar do otimismo inicial, especialistas alertam que o sucesso do cessar-fogo dependerá do cumprimento rigoroso das cláusulas estabelecidas. A ONU e os países mediadores devem acompanhar de perto o cronograma de retirada das tropas, o fluxo de ajuda humanitária e a troca de prisioneiros.
Para os Estados Unidos, o início do acordo representa uma vitória diplomática que pode redefinir as relações entre Israel e o mundo árabe. Trump afirmou que “nenhum palestino será obrigado a deixar a Faixa de Gaza” e prometeu mobilizar grandes investidores internacionais para financiar a reconstrução da região.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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