
Expectativa de vida do brasileiro sobe e chega a 76,6 anos em 2024, segundo IBGE
Reprodução: Vinícius Schmidt/Metrópoles
Resumo
Dados do IBGE mostram que a expectativa de vida no Brasil subiu para 76,6 anos em 2024, representando aumento em relação a 2023 e refletindo avanços contínuos em indicadores de saúde, saneamento e redução da mortalidade infantil.
Levantamento indica que políticas públicas, campanhas de vacinação, controle de doenças crônicas e programas de prevenção contribuíram para o aumento de 31,1 anos na longevidade ao longo do último século, embora persistam diferenças regionais e desafios para o sistema de saúde e previdência.
Informações do IBGE destacam taxas de mortalidade mais altas entre homens jovens devido a causas externas, além da queda na mortalidade infantil, que passou de 12,5 para 12,3 por mil bebês em um ano, impulsionada por melhorias no sistema de saúde e campanhas de vacinação.
A expectativa de vida do povo brasileiro subiu para 76,6 anos em 2024, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa um aumento de dois meses e meio na comparação com 2023, indicando avanço contínuo nos indicadores de saúde e longevidade no país.
O levantamento mostra que a expectativa de vida dos brasileiros cresceu 31,1 anos ao longo do último século. O aumento é influenciado por fatores como ampliação do acesso a serviços de saúde, melhorias sanitárias, queda na mortalidade infantil e controle de doenças que historicamente afetavam regiões mais vulneráveis do país.
Evolução ao longo das décadas
De acordo com o IBGE, o avanço da longevidade é resultado de uma tendência observada nas últimas décadas, marcada por políticas públicas voltadas ao tratamento de doenças crônicas, campanhas de vacinação e ampliação de programas de prevenção. Desde os anos 2000, o Brasil vem registrando aumentos regulares em sua expectativa de vida, embora diferenças regionais permaneçam significativas.
Especialistas ouvidos pela BandNews FM destacam que o envelhecimento da população impõe desafios crescentes ao sistema de saúde e às políticas de previdência, reforçando a necessidade de planejamento de longo prazo. A mudança no perfil demográfico também deve impactar áreas como mercado de trabalho, assistência social e economia doméstica.
Com o novo indicador, o IBGE atualiza as chamadas Tábuas de Mortalidade, usadas em cálculos previdenciários em todo o país. Os dados servem de base para órgãos públicos e privados projetarem despesas e necessidades de atendimento a uma população cada vez mais longeva.
Homens de 20 a 24 anos
Homens com uma faixa etária de 20 a 24 anos de idade tendem a morrer mais rápido em comparações as mulheres de mesma idade. Segundo os dados do IBGE, um homem com 19 anos de idade tem 3,4 mais chances de morrerem do que mulheres da mesma faixa etária.
Os motivos dessa taxa de mortalidade são por causas externas ou não-naturais, por conta da crescente urbanização e metropolização do país. De acordo com o IBGE, a partir de 1980, as mortes por conta de homicídios e acidente de trânsito aumentaram, especialmente em homens jovens. A expectativa de vida do brasileiro cresceu, mas poderia ser ainda maior, se não fosse pelas mortes sobre a estrutura demográfica do Brasil, diz o IBGE.
Mortalidade Infantil
A mortalidade infantil, que considera apenas crianças abaixo de um ano de idade, esteve em 12,3 para cada mil bebês do sexo masculino e feminino. Os dados apresentam uma queda em relação a 2023, com 12,5 para cada mil crianças.
A razão para os números da mortalidade infantil ter caído nas últimas décadas está ligada às campanhas de vacinação em massa, à evolução do sistema de saúde no país, aos agentes comunitários de saúde, aos programas de nutrição infantil e outros.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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