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Fachin alerta para "erosão democrática" e defende vigilância:

Em discurso, vice-presidente do STF afirma que democracia requer "memória e vigilância" para prevenir recaídas e cita ataques à imprensa e ao Judiciário como sinais de alerta

Por Redação
REDAÇÃO

26/01/2026 • 17:06 • Atualizado em 26/01/2026 • 17:06

Ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal

Ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal

Nelson Jr./ STF

Resumo

Discurso do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), alerta para os riscos de erosão das instituições democráticas provocada por autoritarismo silencioso e gradual, destacando a importância da memória e vigilância para proteger o Estado de Direito.

Análise de Fachin aponta que ameaças à democracia nem sempre ocorrem de forma abrupta, descrevendo uma erosão democrática interna das instituições que exige atenção e combate constante contra métodos insidiosos de fragilização.

Exemplos citados pelo ministro incluem hostilização à liberdade de imprensa, perseguição a magistrados, relativização de direitos, disseminação de discursos de ódio, devastação do meio ambiente e agravamento da desigualdade, evidenciando tensão nos freios e contrapesos democráticos.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez um duro discurso em defesa da democracia, no qual alertou para os riscos de uma "erosão" das instituições provocada por um "autoritarismo silencioso". Segundo o ministro, esse processo ocorre de forma gradual e muitas vezes não é percebido. A fala, de grande repercussão, busca reforçar a necessidade de proteger o Estado de Direito contra ataques.

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"A democracia, por isso, requer memória e vigilância. Não por nostalgia, mas por lucidez. Não para despertar ressentimentos, mas para prevenir recaídas", afirmou Fachin.

Em sua análise, Fachin destacou que a ameaça às democracias contemporâneas nem sempre se manifesta de forma abrupta. O ministro descreveu o que chamou de "erosão democrática", um processo que fragiliza as instituições internamente. Ele ressaltou que é um método que precisa ser combatido com atenção.

"Nem sempre, como sabemos, o autoritarismo se apresenta com a face ruidosa da ruptura aberta. Há uma modalidade insidiosa, silenciosa, graduada, que corrói as instituições por dentro", disse o ministro.

Fachin listou uma série de exemplos que, segundo ele, caracterizam tempos de ameaça à democracia e de tensão nos "freios e contrapesos". O ministro citou a hostilização da liberdade de imprensa, a perseguição a magistrados, a relativização de direitos e a disseminação de discursos de ódio. Para mais notícias sobre o cenário político e o STF, acompanhe a programação da BandNews FM.

"Tempo em que o discurso de ódio alcança mulheres, imigrantes e minorias étnicas e religiosas. Tempo em que o meio ambiente é devastado, tempo em que a desigualdade se reverte em humilhação", concluiu Fachin.

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