
ICE é a agência que faz as deportações nos EUA
REUTERS/Kevin Mohatt
Resumo
Detenção de Matheus Silveira, brasileiro de 31 anos, pelo serviço de imigração dos Estados Unidos ocorreu em novembro de 2025 durante entrevista para visto permanente, levando à transferência não comunicada da Califórnia para a Louisiana.
Assinatura de documento sem advogado e sem óculos foi relatada pela esposa Hannah Silveira, que também denunciou as condições precárias do centro de detenção e a falta de transparência sobre a real finalidade do documento assinado.
Contato restabelecido com a família não trouxe previsão de retorno ao Brasil, enquanto críticas à demora e dificuldades dos consulados brasileiros para obter informações junto ao governo americano persistem.
O carioca Matheus Silveira, de 31 anos, que está detido pelo serviço de imigração dos Estados Unidos (ICE), afirma estar seguro, mas em um local com "condições deploráveis".
A informação foi repassada à esposa dele, Hannah Silveira, que conseguiu contato nesta quarta-feira (28), após três dias sem notícias. Matheus foi transferido da Califórnia para o estado da Louisiana no último domingo (25), sem que a família fosse comunicada.
O brasileiro foi detido em novembro de 2025, na Califórnia, durante uma entrevista para obter o visto permanente. Ele havia optado pela saída voluntária do país para retornar ao Brasil e já tinha autorização judicial para viajar em um voo comercial.
Transferência surpresa e assinatura de documento
Segundo a esposa, Matheus foi induzido a assinar um documento sem a presença de um advogado, que supostamente se referia à transferência dele para um centro de detenção próximo ao aeroporto, de onde embarcaria para o Brasil. Hannah Silveira relata que o marido estava sem os óculos, o que dificultou a leitura do que ele assinava.
Após a assinatura, ele foi levado para a Louisiana, um estado diferente do que se encontrava. A esposa também publicou imagens do centro de detenção, que, segundo ela, mostram as condições precárias do local onde ele se encontra detido.
Apesar de ter restabelecido o contato com Matheus, a família ainda não tem uma previsão de quando ele poderá retornar ao Brasil. A esposa reclama da demora na atuação dos consulados brasileiros, que, segundo ela, estão enfrentando dificuldades para obter informações do governo dos Estados Unidos sobre a situação do carioca.
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