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Famílias de pacientes contaminados com HIV após transplante recusam indenização no Rio

Casos revelados pela BandNews FM completam um ano; parentes de vítimas consideram “irrisório” o valor de R$ 280 mil proposto em acordo

Por Redação
REDAÇÃO

10/10/2025 • 16:43 • Atualizado em 10/10/2025 • 16:43

PCS LAB SALEME

PCS LAB SALEME

Fernando Frazão/Agência Brasil

Resumo

Transplantes contaminados com HIV no Rio de Janeiro levaram à rejeição de proposta de indenização por duas das seis famílias afetadas; valor oferecido foi de R$ 280 mil por família, proposto pela Secretaria Estadual de Saúde e pelo laboratório PCS Lab Saleme.

Falha de controle no laboratório PCS Lab Saleme resultou na infecção de seis pacientes saudáveis; erro na troca de etiquetas permitiu o uso de órgãos contaminados em transplantes, causando grande repercussão e investigações.

Insatisfação com o valor e a falta de reparação integral motivam famílias a buscar ações judiciais individuais, enquanto o Ministério Público Estadual considera revisar os termos do acordo de indenização.

Duas das seis famílias de pacientes que receberam órgãos contaminados com HIV em procedimentos realizados no Rio de Janeiro decidiram recusar a proposta de indenização apresentada pela Secretaria Estadual de Saúde e pelo laboratório PCS Lab Saleme. O caso foi revelado em primeira mão pela BandNews FM há exatamente um ano, em 11 de outubro de 2024.

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O termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público do Rio, a Secretaria de Saúde e o laboratório fixou o pagamento de R$ 280 mil de indenização para cada família, valor que seria dividido entre o governo estadual e a empresa — responsável pela maior parte do montante.

Famílias consideram valor “irrisório”

Duas famílias rejeitaram o acordo e afirmam que vão ingressar com ações individuais na Justiça. Elas classificam o valor proposto como “irrisório” diante da gravidade do erro que resultou na infecção de pacientes saudáveis com o vírus HIV durante transplantes realizados em hospitais públicos do estado.

As famílias também questionam a ausência de reparação moral e acompanhamento psicológico no termo firmado, além de cobrarem responsabilização efetiva dos profissionais e gestores envolvidos.

Caso chocou o país

O episódio veio à tona após denúncia feita pelo âncora da BandNews FM Rodolfo Schneider, que revelou que seis pacientes receberam órgãos contaminados por falha no controle de amostras do laboratório PCS Lab Saleme, responsável pela triagem sorológica de doadores. A troca indevida de etiquetas levou à liberação de órgãos infectados, que foram transplantados em diferentes unidades de saúde do Rio de Janeiro.

A denúncia causou ampla repercussão nacional e levou à abertura de investigações criminais e administrativas. À época, o Ministério da Saúde determinou uma revisão dos protocolos de testagem e rastreabilidade de doadores, enquanto o laboratório foi temporariamente interditado.

Ações judiciais e reavaliação do TAC

Com o impasse sobre o valor da indenização, o Ministério Público Estadual deve reavaliar os termos do acordo, que ainda depende da adesão das famílias para ter validade integral. Paralelamente, os advogados das vítimas preparam novas ações pedindo reparação integral por danos morais, materiais e à saúde.

O caso reacende o debate sobre a fiscalização de laboratórios credenciados e a necessidade de protocolos mais rígidos na triagem de órgãos e tecidos para transplantes no Brasil.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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