O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy foi ameaçado de morte logo no primeiro dia na prisão. A informação foi detalhada pelo correspondente Felipe Kieling no Jornal BandNews FM, que relatou a divulgação de um vídeo gravado dentro do presídio por outro detento. Nas imagens, presos afirmam que pretendem “vingar Muammar Gaddafi” e exigem que Sarkozy “devolva bilhões de euros”.
De acordo com a imprensa francesa, as autoridades identificaram os responsáveis pela gravação e apreenderam dois celulares usados para filmar e publicar as ameaças nas redes sociais. Os presos foram levados para custódia, e Sarkozy passou a ser considerado um detento de alto risco, agora com dois oficiais de segurança fixos diante da cela.
Isolamento e rotina de segurança reforçada
Sarkozy cumpre pena de cinco anos por corrupção e tráfico de influência em um presídio francês. Desde o início, ele está isolado em uma cela de cerca de nove metros quadrados, com direito a banho de sol duas vezes ao dia, também de forma isolada. A decisão segue regras francesas que permitem o encarceramento de condenados por crimes de colarinho branco mesmo com recursos pendentes.
Os advogados de defesa ainda esperam uma decisão judicial que possa autorizar a soltura do ex-presidente antes do Natal, mas o caso continua em análise. A direção do presídio também estuda medidas adicionais de segurança após o episódio das ameaças.
Comparações com o sistema brasileiro
O correspondente Felipe Kieling comparou o caso ao tratamento dado a ex-presidentes no Brasil. Ele destacou que, embora Lula e Bolsonaro também tenham enfrentado processos judiciais, as condições de encarceramento são distintas. “No Brasil, presidentes ficam sob custódia da Polícia Federal, em espaços separados. Já na França, não há regalias: é prisão comum, com regras iguais para todos”, observou.
O correspondente também ironizou o fato de os detentos franceses terem acesso a celulares com internet dentro da prisão, o que facilitou a divulgação das ameaças. Ele levantou a hipótese de que o episódio possa ter sido articulado para tentar justificar um eventual pedido de prisão domiciliar.
Felipe Kieling concluiu que o episódio expõe tanto o rigor do sistema penal francês quanto suas falhas de segurança. “Os franceses não estão nem aí: cadeia é cadeia, mas até lá dentro o ex-presidente corre risco real”, disse.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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